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Especialistas em doping divergem sobre punição branda a Cielo

Fernando Solera contesta tese de suplemento alimentar, enquanto Eduardo de Rose isenta atleta de culpa

Pedro Taveira, iG São Paulo | 01/07/2011 19:40

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Ao contrário do doutor Eduardo de Rose, membro-fundador da Wada (sigla em inglês de Agência Mundial Antidoping), que isentou o nadador Cesar Cielo de culpa no caso de doping pela ingestão da substância furosemida, o médico Fernando Solera lamentou a advertência aplicada ao nadador. Também especialista em doping, ele criticou a pena branda aplicada ao campeão olímpico e mundial.

“Como é que pode um atleta que foi pego com uma substância proibida só receber uma advertência?”, afirmou Solera ao iG. De acordo com ele, o caso deveria ter a pena mínima padrão para um esportista flagrado no exame antidoping: três meses de suspensão. “Essa punição foi muito prematura. É ‘história para boi dormir’”.

Foto: Divulgação

Cesar Cielo vence os 50 m libre em Paris: flagrado no antidoping no Maria Lenk

O regulamento da Wada e da Fina (Federação Internacional de Natação), no entanto, admite a pena de advertência imposta pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos). De acordo com a agência, a pena mínima para um atleta que consiga provar que ingeriu uma substância proibida acidentalmente é justamente uma advertência.

Além de Cielo, Nicholas Santos, Henrique Barbosa e Vinícius Waked também foram flagrados. Todos alegam ter ingerido furosemina, diurético que pode omitir presença de outras substâncias dopantes, através de um suplemento alimentar. “Não existe nenhum produto deste disponível no mercado que contenha furosemina, cujo objetivo é perder peso, o contrário do suplemento”, disse Solera.

Em comunicado oficial, Cielo culpou uma suposta contaminação cruzada da cafeína de seu suplemento para explicar o doping. O caso foi encaminhado à Fina, que tem até 20 dias para dizer se aceita a punição imposta pela CBDA ou realiza novo julgamento. Em caso idêntico, a nadadora Daynara de Paula foi suspensa por seis meses em agosto do ano passado.

“Por seus históricos”, segundo anunciou a CBDA, os nadadores receberam somente uma advertência. Waked, porém, já foi flagrado em exame antidoping em dezembro de 2009. Na ocasião, ele testou positivo para a substância isometepteno, um estimulante presente em um remédio para combater dor de cabeça.

Segundo Solera, Cielo e seus companheiros servirão de mau exemplo se não forem punidos. “Outros atletas pensarão: ‘Eu também posso usar uma vez na vida, ganhar a prova e receber apenas uma advertência’”, declarou o médico.

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