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CAS divulga laudo final que justifica advertência a Cesar Cielo

Tribunal entendeu que doping por furosemida ocorreu por causa da contaminação dos suplementos alimentares

iG São Paulo* | 29/07/2011 12:59

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A CAS (Corte Arbitral do Esporte) divulgou nesta sexta-feira o laudo final do julgamento do caso de doping por furosemida dos nadadores brasileiros Cesar Cielo, Henrique Barbosa, Nicholas Santos e Vinícius Waked. Pelo documento, os juízes designados pelo tribunal justificaram a pena de advertância por terem concluído que a substância encontrada no exame dos atletas não se destinava a melhorar o desempenho deles ou mesmo mascarar o uso de uma outra substância. A exceção ficou por conta de Vinícius Waked, que como já tinha sido penalizado por doping anteriormente, acabou sendo punido com um ano de suspensão.

No relatório final, a CAS atribui o caso de doping à contaminação do suplemento alimentar manipulado pela farmácia Anna Terra, de Santa Bárbara d'Oeste. Segundo a Corte, a proprietária do estabelecimento admitiu que preparou medicamentos à base de furosemida, substância flagrada no exame antidoping, para clientes com doenças cardíacas no mesmo dia em que produziu as cápsulas de cafeína consumidas pelos atletas.

"A concentração de urina dos atletas era normal e não estava diluída, o que significa que a furosemida não pode ter sido utilizada como um agente mascarante neste caso", registrou o relatório.

Contribuiu ainda para a decisão final da CAS a atitude dos atletas, que comprovaram como a substância foi ingerida. "A substância furosemida foi detectada nas pílulas de cafeína restantes encontradas no frasco de pílulas dos atletas", argumentou a Corte.

Foto: Divulgação Ampliar

Graças à liberação da CAS, Cielo foi liberado para o Mundial de Xangai e ganhar o ouro nos 50m borboleta

Diante destas constatações, o Painel chegou à conclusão de que a ingestão da substância não teve por objetivo "melhorar o desempenho esportivo do competidor". Por esses motivos, os árbitros decidiram enquadrar o caso no Artigo 10.4 das Regras de Controle de Doping da Fina (Federação Internacional de Natação) e do Código Mundial Antidoping. O artigo prevê punição que varia de uma advertência até suspensão por dois anos para atletas enquadrados pela primeira vez.

Segundo a CAS, os argumentos apresentados pelo Painel não foram questionados pela Fina, que pedia suspensão de pelo menos três meses para Cielo. "Os fundamentos mencionados não foram questionados pela Fina, o que certifica que a furosemida não teve por objetivo melhorar o desempenho dos atletas ou mascarar o uso de alguma outra substância capaz de melhorar o desempenho".

Apesar de manter apenas a advertência, a Corte afirmou que o consumo de suplementos alimentares pelos brasileiros foi "arriscado". "O Painel reconheceu que o uso de suplementos alimentares pelos atletas foi arriscado, mas no presente caso os atletas tomaram precauções suficientes para reduzir sua culpa ou negligência ao mínimo possível". 

Graças à decisão da CAS, Cesar Cielo foi liberado para competir no Mundial de Esportes Aquáticos em Xangai, onde conqusitou a medalha de ouro nos 50m borboleta. Neste sábado, Cielo disputará a final dos 50m livre. O resultado do julgamento causou polêmica no mundo da natação, despertando críticas de rivais do brasileiro.

* Com Agência Estado

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