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Após bater Cielo, Fratus prevê rotina de sacrifício para Mundial de Xangai

Com índice obtido para nadar no torneio na China, jovem aposta em sacrifícios para surpreender de novo

Gazeta | 16/05/2011 19:22

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O jovem Bruno Fratus tornou-se um dos nomes mais badalados da natação brasileira, ao derrotar o campeão olímpico e mundial Cesar Cielo na final dos 100m livre do Troféu Maria Lenk no início do mês. Na ocasião, ele obteve o índice para participar do Campeonato Mundial de Xangai, em julho, e aposta em dedicação extra e rotina de sacrifícios para surpreender também na China.

Na vitória sobre Cielo no Maria Lenk, Fratus marcou 48s72, classificando-se também para disputar o revezamento 4x100m livre. Nos 50m livre, ele garantiu uma vaga no Mundial com 21s93. "Agora eu preciso ter mais responsabilidade comigo mesmo, não posso me dar ao luxo de cometer erros infantis de sair um pouco da dieta recomendada, não seguir o tempo de descanso", afirmou o nadador de 21 anos nesta segunda-feira. "Minha vida vai ser de mais sacrifício, vou ter que dar 200% em cada treinamento", completou.

Para aumentar suas chances de conquistar um bom resultado já em seu primeiro Campeonato Mundial, Fratus realizou uma clínica de treinamento com o australiano Brett Hawke, ex-técnico de Cielo, na universidade de Auburn, onde o campeão olímpico treinava. O treinador ainda trabalha com alguns dos principais velocistas do mundo, como o francês Frederick Bousquet.

"Minha intenção era realizar um trabalho curto e intenso em saída e virada, que é onde a gente via que faltava fundamento no Bruno. Queria aproveitar a chance para ser específico, a equipe do Brett inteira se envolveu, trabalhou nisso. Foi bom, mas acabou ajudando um pouco o inimigo, que é o Bousquet", explicou o técnico do brasileiro, Ari Silva.

Apesar de viver a expectativa de participar de seu primeiro Campeonato Mundial, Fratus garante que a importância da competição não mudará seu jeito de se preparar mentalmente e evita fixar uma meta de tempo a ser batida com medo de se limitar. "O Mundial é mais importante, mas comigo é muito simples. Em competição, treino ou banho de piscina com a família, caio na água para bater na frente", sentenciou.

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