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Advogado de Daynara fala em pena justa

Cristiano Caús diz que advertência a Cesar Cielo é punição ideal se for comprovado que atleta não tem culpa em caso de doping

Pedro Taveira, iG São Paulo | 08/07/2011 17:44

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O advogado Cristiano Caús, responsável pelo caso de doping da nadadora Daynara de Paula, considera justa a advertência aplicada pela CBDA (Confederação Brasileira de Deportos Aquáticos) a Cesar Cielo, Nicholas Santos, Henrique Barbosa e Vinícius Waked. Para ele, esta decisão não foi tomada para proteger o campeão olímpico às vésperas do Mundial.

“Eles [CBDA] receberam argumentos e provas para definir a advertência como punição correta”, afirmou Caús. “Esta pena deveria ter sido adotada no caso da Daynara. Entendo que quando a parcela de culpa do atleta for mínima ou inexistente, no caso de contaminação graças a terceiros, e se forem levadas provas suficientes, o atleta não deve ser mais do que advertido”.

Questionado sobre o fato desta advertência desencadear o processo que agora está nas mãos da CAS (Corte Arbitral do Esporte) e que pode até tirar os nadadores das Olimpíadas de 2012, o advogado foi firme. “Se você pensar que lá no Tribunal vai perder, você já vai derrotado”.

Nesta sexta-feira, a CAS confirmou que a Fina (Federação Internacional de Natação) pediu que a punição a Cielo e seus companheiros seja aumentada. Casos analisados pelo Tribunal levam cerca de um ano para serem concluídos, mas se as partes envolvidas chegarem a um acordo com relação ao caráter de urgência pedido pela Federação, o processo pode terminar até o dia 24 de julho.

Entenda o caso
Cesar Cielo foi flagrado em exame antidoping durante o Troféu Maria Lenk, em maio. O campeão mundial testou positivo para furosemida, diurético que pode mascarar a presença de outras substâncias proibidas. Nicholas Santos, Vinícius Waked e Henrique Barbosa também foram pegos. Todos alegam contaminação cruzada de um suplemento alimentar à base de cafeína.

Na sexta-feira da semana passada, o painel antidoping da CBDA optou pela pena branda aos atletas após analisar dados técnicos dos exames e receber um laudo da farmácia responsável pela manipulação do suplemento. Neste, ficaria aberta a hipótese da contaminação. Na última quarta-feira, porém, a Fina apelou desta decisão à CAS.

Caso Daynara
Em agosto de 2010, Daynara foi suspensa por seis meses em caso idêntico ao de Cielo: a presença de furosemida em cápsulas de cafeína. A alegação da defesa foi que a farmácia responsável pelo suplemento na ocasião trocou um dos ingredientes do produto (chá verde, diurético natural e permitido, por um artificial que continha furosemida) sem avisar.

Julgada pela Fina, a nadadora escapou de uma pena mais dura. “No caso dela, o painel entendeu que uma atleta de nível internacional não deveria mandar fazer seus suplementos em uma farmácia de manipulação”, revelou o advogado, que encara o fato com uma vitória. “Saímos de uma suspensão de dois anos para uma de seis meses”.

No entanto, este veredicto tornou Daynara inelegível para os Jogos de Londres. Segundo a regra 45 do COI (Comitê Olímpico Internacional), atletas suspensos por seis ou mais meses perdem o direito de ir às Olimpíadas seguintes ao doping.

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