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Advogado de Cielo: "Árbitros entenderam que não houve intenção de trapacear"

Howard Jacobs conta detalhes do julgamento da CAS que manteve advertência e liberou campeão olímpico para o Mundial de Xangai

iG São Paulo | 21/07/2011 11:12

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O norte-americano Howard Jacobs foi o grande responsável por livrar Cesar Cielo de uma punição rigorosa diante da CAS (Corte Arbitral do Esporte). Especialista em doping, o advogado conseguiu convencer o Tribunal da inocência do nadador no caso de uso de furosemida e fez com que a advertência aplicada pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) fosse mantida. Henrique Barbosa e Nicholas Santos receberam a mesma sentença, enquanto Vinícius Waked foi suspenso por um ano por ser reincidente.

LEIA TAMBÉM: CAS mantém advertência, e Cielo está liberado para o Mundial

Foto: Satiro Sodré/Divulgação AGIF Ampliar

Cielo agora se prepara para nadar os 50m e 100m livre e os 50m borboleta no Mundial

"Basicamente, os árbitros concordaram que não houve intenção de trapacear, nem houve nenhum benefício atlético", afirmou Jacobs. "A cafeína estava contaminada pela furosemida e não havia como os atletas terem feito isso. Eles foram cuidadosos no que eles fizeram, então mereciam a punição mínima e Cesar Cielo poderá competir na semana que vem".

O advogado explicou que a cafeína consumida pelos nadadores no dia do Troféu Maria Lenk foi testada em um laboratório antidoping credenciado pela Wada (Agência Mundial Antidoping, na sigla em inglês) no Rio de Janeiro. Segundo ele, foi provado que as cápsulas estavam contaminadas pela furosemida.

"Tínhamos evidência de que a farmácia tinha manipulado uma receita com furosemida no mesmo dia, senão antes, da cafeína de Cielo. Então, as evidências eram fortes", falou Jacobs, para quem os árbitros concluíram que os atletas não poderiam ter feito nada para evitar o doping. Assim, seria afastada qualquer possibilidade de acusação de negligência por parte do atleta.

Em agosto de 2010, porém, a também nadadora Daynara de Paula recebeu suspensão de seis meses por doping por furosemida. Ela foi considerada negligente por mandar fazer seus suplementos em uma farmácia de manipulação comum. Já o norte-americano classifica a situação de Cielo como “um caso especial” e diz não saber se este julgamento pode vir a se tornar uma espécie de jurisprudência, uma tendência para casos no futuro.

Jacobs relatou que durante Cielo se mostrou confiante durante todo o processo de preparação para a audiência. O advogado disse ainda que o brasileiro só concordou com a aceleração da audiência porque tinha interesse em disputar o Mundial de Xangai de uma forma honrosa, sem que ninguém questionasse a sua credibilidade. "Agora ele pode competir com a consciência completamente tranquila por ter sido autorizado pela corte mais alta do esporte".

*Com AE

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