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Advogado de Cielo acumula mais derrotas do que vitórias em casos célebres

Contratado por brasileiro, Howard Jacobs cita nove estrelas do esporte mundial como clientes em seu site, mas foi derrotado em seis destes casos

Pedro Taveira, iG São Paulo | 20/07/2011 08:39

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Foto: AFP Ampliar

Cesar Cielo confia em absolvição em caso de doping pelo uso do diurético furosemida

Ter um advogado renomado não é sinônimo de vitória nos tribunais. Principalmente se o tribunal em questão é a CAS (Corte Arbitral do Esporte), autoridade máxima em justiça desportiva no mundo. Esta é a situação de Cesar Cielo. Flagrado em exame antidoping pelo uso de furosemida, o nadador conta com o norte-americano Howard Jacobs, um dos maiores especialistas no assunto, para fazer sua defesa no julgamento em Xangai.

SAIBA MAIS: Entenda o caso, saiba como funciona a CAS e possíveis consequências

Em seu site oficial, o advogado se vangloria por ter trabalhado para grandes nomes do esporte mundial. Marion Jones, Tim Montgomery, Floyd Landis e Tyler Hamilton são alguns dos exemplos de clientes de Jacobs em casos de doping. Ele diz que, quando se trata deste assunto, consegue ao menos a redução da pena em 75% dos casos.

Para Cielo, que recebeu apenas uma advertência da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) e viu a Fina (Federação Internacional de Natação) recorrer por uma punição maior perante a CAS, Jacobs irá lutar para que a pena branda seja mantida. Na prática, isso asseguraria não só a participação do brasileiro no Mundial de Xangai e, possivelmente, nas Olimpíadas de Londres, como também a manutenção de três medalhas de ouro conquistadas no Aberto de Paris em junho.

Mas a realidade não foi bem esta quando o réu em questão era uma destas estrelas. De nove “celebridades do esporte” citadas por Jacobs, apenas três delas tiveram motivos para comemorar após enfrentar os tribunais. Confira abaixo os detalhes dos casos:

DERROTAS
Marion Jones, estrela do atletismo nos Jogos Olímpicos de 2000, conquistou cinco medalhas de ouro. Testou positivo para o anabolizante THG. Admitiu culpa posteriormente. Foi punida com suspensão de dois anos e teve que devolver as medalhas.
Tim Montgomery, também estrela do atletismo americano em 2000, foi flagrado com níveis elevados de testosterona. Foi suspenso por dois anos. Em novembro de 2008, assumiu ter ingerido hormônio de crescimento.
Tyler Hamilton, ciclista campeão dos Jogos Olímpicos de 2004, foi pego em exame que acusou transfusão de sangue para ganho de rendimento. Não foi sido comprovado o doping por causa do congelamento da contraprova. Novo doping no mesmo ano o fez ser suspenso por dois anos. Apelou na CAS, mas perdeu. Em maio de 2011, admitiu sua culpa.
Floyd Landis, ciclista americano, testou positivo para epitestosterona na Volta da França de 2006. Negou o doping, mas teve sua vitória nesta competição anulada e foi suspenso por dois anos. Apelou na CAS contra a decisão, mas perdeu. Em 2010, admitiu ter se dopado.
Simon Daubney, iatista neozelandês, testou positivo para cocaína na 32ª edição da America’s Cup, em 2007. Contraprova mostrou mesmo resultado. Alegou contaminação de uma bebida e foi absolvido. Wada entrou com recurso na CAS e conseguiu com que ele fosse suspenso por dois anos.
LaShawn Merritt, medalha de ouro nos 400m do atletismo nas Olimpíadas de 2008, foi flagrado pelo uso do esteróide anabolizante DHA em três exames entre outubro de 2009 e janeiro de 2010 e pegou suspensão de dois anos. Alegou que a ingestão se deu através de pílulas para aumento de pênis e pena foi reduzida em três meses. Segue vetado dos Jogos de Londres.

VITÓRIAS
Sean Sherk, lutador de MMA, testou positivo para nandrolona, um esteróide anabolizante, em julho de 2007 e foi suspenso por um ano. Alegou falha do laboratório responsável por seu exame, dizendo que sua amostra havia sido contaminada ali. Em dezembro do mesmo ano, a pena foi reduzida para seis meses.
Jessica Hardy, nadadora, testou positivo para clenbuterol. Alegou contaminação de um suplemento alimentar e ela foi suspensa por um ano, mas a Wada apelou na CAS por uma pena maior. O Tribunal recusou o recurso. Participação nos Jogos de 2012 foi permitida, contradizendo regra do COI.
Diana Taurasi, jogadora de basquete turca, testou positivo para o estimulante modafinil em novembro de 2010. Foi suspensa de forma preventiva e teve o contrato com seu clube rescindido. Defesa alegou erro nas análises do laboratório. Em fevereiro deste ano, a punição foi revogada.

 

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