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Segundo Scott Volkers, treinador do Minas, Mundial de piscina curta é um dos principais torneios do ano para o nadador

Scott Volkes está na sua terceira temporada no Minas Tênis Clube
Divulgação
Scott Volkes está na sua terceira temporada no Minas Tênis Clube

Técnico de Cesar Cielo desde que o nadador assinou com o Minas Tênis Clube, o australiano Scott Volkers, que irá trabalhar com o brasileiro até os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro, tem experiência de sobra quando se fala em Olimpíadas.

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Volkers foi a Barcelona 1992, Atlanta 1996 e Sydney 2000 com a seleção de seu país e ganhou fama comandando a equipe feminina australiana. Ele estava ao lado de Samantha Riley e Susie O'Neill nos títulos e recordes mundiais das nadadores nos anos 90 e ainda comandou O'Neill no ouro olímpico em 2000. Ele sabe o que é nadar uma competição desse porte em casa.

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“Eu já estive nessa situação. Cielo vai sofrer muita pressão e precisa ter controle total. Não é fácil, eu sei disso”, afirma o treinador em entrevista ao iG Esporte .

Entretanto, perguntado sobre o que esperar do brasileiro em 2016, ele se esquiva. “Eu odeio esse tipo de pergunta. Eu não trabalho com bola de cristal. O que tentamos fazer é trabalhar com objetivo e ganho, passo a passo, para fazer dele o melhor. Eu acredito que ele tem capacidade para chegar lá”, fala Volkers.

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Ainda assim, o australiano mostra cautela. “Cielo é um campeão e vai lutar para isso [medalha olímpica no Rio 2016], mas não sabemos o que vai acontecer até lá. Muitas coisas podem mudar em dois anos e meio e espero que mudem para melhor”, diz o técnico.

Scott Volkers ao lado de Susan O''Neil, que seria campeã olímpica, em torneio em 1999
Getty Images
Scott Volkers ao lado de Susan O''Neil, que seria campeã olímpica, em torneio em 1999


Volkers prefere pensar nesta na temporada. O australiano explica que os objetivos de 2014 são disputar o Maria Lenk pelo Minas, no final de abril em São Paulo, e o Troféu José Finkel em setembro, que classifica para o Mundial de piscina curta (25 m) no final do ano no Catar. Há dúvidas sobre o Pan-Pacífico, já que o torneio acontece na Austrália uma semana antes do Finkel e a viagem longa pode ser muito cansativa.

“Essa é uma das preocupações da temporada. Pan-Pacífico é uma competição importante, mas acaba seis dias antes do Nacional. Acho que é possível participar, mas vamos analisar porque o Cielo não quer ficar fatigado e prejudicar o Finkel, que vale vaga no Mundial”, fala Scott Volkers.

Cielo teve que ficar fora da última edição do Mundial de piscina curta. Em 2012, ele optou por não participar da competição em Istambul e passar por cirurgias nos dois joelhos. Agora, completamente recuperado, pode buscar mais uma vez os títulos de Dubai 2010, quando foi ouro nos 50 e 100 m livre e bronze nos revezamentos 4x100m e 4x100m medley. “Esse é o principal objetivo do Cielo na temporada. Vamos tentar ser campeões novamente”, resume.

Veja fotos da carreira de Cesar Cielo:


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