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Segundo nadador, conversa com o treinador Scott Goodrich depois da semifinal o motivou para brigar pela medalha nos 50 m livre no Mundial de esportes aquáticos

Cesar Cielo e o técnico Scott Goodrich
Aretha Martins/iG
Cesar Cielo e o técnico Scott Goodrich

Cesar Cielo começou a treinar este ano com Scott Goodrich. Ao olhá-los de longe, parece que se tratam de dois colegas, afinal, o norte-americano tem 27 anos, menos de um ano a mais que o nadador. E não é só a idade que os une. Cielo e Goodrich estudaram na Universidade de Auburn, competiram juntos e até foram companheiros de quarto. Hoje, a amizade ajuda na relação técnico-atleta e já rendeu frutos: dois ouros no Campeonato Mundial.

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“Tive a sorte de conseguir um cara que comprou a ideia. Podia ser uma descida depois de Londres, mas ele acreditou e ele também fez a carreira dele como técnico depois deste Mundial”, afirma Cesar Cielo.

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A relação estreita até ajudou o nadador na conquista do ouro nos 50 m livre no Mundial de Barcelona. Na semifinal, Cielo havia feito o terceiro melhor tempo e não ficou satisfeito. “Eu queria nadar a primeira semifinal e mandar um recado para eles (adversários), mas errei o jeito de nadar, me afobei, fui mal e tomei um banho de água fria com o tempo dos caras em seguida”, lembra.

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Naquele momento, o técnico Scott Goodrich fez a diferença. Cielo dá mais detalhes da relação com o treinador e fala que uma conversa com ele o motivou a buscar o melhor resultado na final da prova e o ouro. O nadador conta como foi no vídeo abaixo:


Scott Goodrich, que já foi assistente de Bratt Hawke, quem treinou o Cielo para as Olimpíadas de Pequim, também se sente à vontade depois de anos de convivência com o nadador. “Nossa relação é diferente, mas ao mesmo tempo acho que isso nos ajuda. Ele não tem 18 anos, não é um adolescente. Ele já está mais velho e sabe o que quer fazer e o que precisa ser feito. Nos ajuda sermos amigos porque me dá certeza que estamos na mesma página. Nos nós entendemos muito bem”, diz o técnico norte-americano.

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Para o treinador, não há problema em dividir amizade e trabalho. “Definitivamente é treinador primeiro, amigo depois. E acho que a separação é natural. Quando pisamos na piscina para treinar ou para competir isso aparece. Ele confia em mim e eu sei que ele escuta muito bem”, conta Goodrich.

O trabalho de Cesar Cielo com o norte-americano começou após o atleta passar por cirurgia nos dois joelhos. E os primeiros treinos não foram nada fáceis. “Quando ele chegou em janeiro e começamos o nosso trabalho, ele me deu uma série que estava acostumado a passar para os atletas lá fora e eu não consegui terminar. Isso foi meio que um alarme para eu acordar que eu tinha que mudar bastante coisa para o nosso trabalho dar certo. Era importante fazer esse tipo de série e terminar porque isso era muito importante para as séries de 50 m”, fala Cesar Cielo.

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Os treinos foram acertados aos poucos. “Eu estava em um período de recuperação muito pesado e muito limitado e ele foi apertando os botões dentro do que ele podia. Quando eu dava resultado, ele pressionava mais”, explica.

Por enquanto, com ouro nos 50 m borboleta e nos 50 m livre no Mundial, parece que os dois de acertaram nos treinos. E a promessa de Goodrich é mais trabalho. “No Campeonato Mundial a gente viu algum progresso na força das suas pernas, mas ainda tem muito o que ser feito. Acho que temos que trabalhar tudo para fazer dele melhor”, fala o técnico. E agora, qual o foco nos treinos? “Velocidade, velocidade e velocidade”, é a resposta.

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