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Campeã mundial nos 10 km na maratona, atleta pretende competir até as Olimpíadas 2016 e o Mundial de 2017 e tem sonho de montar projeto social para buscar novos nadadores

Poliana Okimoto exibe medalha de ouro nos 10 km da maratona aquática no Mundial
Al Bello/Getty Images
Poliana Okimoto exibe medalha de ouro nos 10 km da maratona aquática no Mundial

O ouro nos 10 km da maratona aquática – além da prata na prova de 5 km e do bronze por equipe no Mundial de esportes aquáticos em Barcelona – deu a Poliana Okimoto ânimo a mais para seguir na natação depois de superar o trauma das Olimpíadas de Londres e até pensar em parar. Agora, a atleta faz planos para as próximas competições e também para o futuro do esporte e para a vida pessoal.

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Poliana segue o ritmo de treinos em São Paulo, cidade de sua família e também onde mora com o marido e técnico Ricardo Cintra, e já volta às competições para defender o Minas Tênis Clube no Troféu José Finkel, que começa na capital paulista no dia 12 de agosto. A maratonista vai nadar nos 400, 800 e 1500 m livres. A ideia é se dedicar um pouco à piscina, mas sem esquecer a maratona aquática e as conquistas no Mundial, e pensar na vaga para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Veja o que ela diz abaixo:

Aos 30 anos, Poliana Okimoto planeja seguir nas piscinas até 2017 e, quem sabe, disputar mais um Campeonato Mundial. A nadadora, porém, ainda não vê muitos sucessores no esporte, principalmente na maratona aquática. “Acho que o grande desafio é conseguir uma nova geração. A gente ainda não vê uma geração após Poliana Okimoto e Ana Marcela”, afirma a atleta.

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Ela quer fazer o seu papel dentro e fora da água para incentivar os jovens maratonistas. “Tenho um sonho muito grande de fazer um projeto social e descobrir novos talentos para a maratona. A gente não pode deixar toda a responsabilidade em cima da confederação. Acho que sou um exemplo de nadadora e quero transformar isso em novos talentos. E entre começar e despontar um atleta não é simples, leva anos. Por isso eu gostaria de começar logo, para quando eu tiver terminando a minha carreira, já ter alguém despontando quem sabe do meu projeto, da minha piscina”, explica Poliana.


Lesões, choro e superação

Ao falar que é um exemplo, Poliana pode não se referir apenas aos feitos na maratona aquática. Ela também é uma mostra que de tudo pode dar certo mesmo quando parece errado. Poliana começou na maratona por incentivo de Ricardo Cintra. “Ele viu a Travessia dos Fortes pela TV em 2004 e disse que estaria lá em 2005. No ano seguinte, me inscreveu”, lembra.

Na prova no Rio de Janeiro, resolveu entrar no mar na véspera da largada. “Eu entrei, dei duas braçadas e sai chorando. Disse que não iria nadar, que tinha medo”, conta Poliana. Na hora da prova, ela decidiu encarar o desafio e foi campeã.

Poliana é treinada pelo marido Ricardo Cintra
Divulgação
Poliana é treinada pelo marido Ricardo Cintra

Outro trauma em estreia foi no Campeonato Mundial. Em 2006, a nadadora levou uma cotovelada logo na largada, teve perfuração de tímpano e ainda assim ficou na prova e faturou a prata. “Foi bom ter acontecido tudo logo no começo da carreira para eu ficar esperta”, brinca Poliana. “Na época do Pinheiros, as meninas do polo aquático falavam que era para eu treinar com elas para aprender a bater”, diverte-se.

“Okimotinhos” e “Cintrinhas”

Ao lado de Ricardo Cintra há 10 anos, Poliana Okimoto também pensa na vida fora da água. E um dos desejos é ser mãe. “Quero, sim. Depois das Olimpíadas do Rio de Janeiro a gente vai pensar em trazer alguns ‘Okimotinhos’ ou ‘Cintrinhas’ para o mundo”, promete.

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