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Mesmo sendo a mais experiente da seleção feminina, a nadadora pernambucana sofreu uma crise de pânico após uma das provas do Mundial de Barcelona

Joanna Maranhão no Mundial em Barcelona
Satiro Sodré/Divulgação CBDA
Joanna Maranhão no Mundial em Barcelona

Em 2004, a pernambucana Joanna Maranhão, então com apenas 17 anos, surpreendeu a todos ao conquistar até então o maior resultado da natação feminina brasileira, ao chegar em quinto lugar na prova dos 400m medley. A partir deste feito, alternou ótimas temporadas, como em 2009, quando cravou os recordes sul-americanos nos 200m borboleta e medley, com outras absolutamente apagadas. No meio deste caminho, ainda enfrentou dramas pessoais e brigas com a CBDA por falta de patrocínio. Até culminar com uma crise de pânico que afetou seu desempenho em pleno Mundial de Barcelona.

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Para evitar novos problemas em competições futuras, Fernando Vanzella, coordenador técnico da seleção brasileira feminina (e que já treinou Joanna quando ela nadava pelo Minas Tênis Clube) conversou com a atleta durante o último Mundial e acertou que ela terá o apoio de um psicólogo nas próximas competições.

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“O problema é que a Joanna carrega sempre uma responsabilidade muito grande. Por causa daquele grande resultado de 2004, ela se sente obrigada a repetir ou conseguir algo superior, e isso acaba afetando sua performance. Quando ela não consegue nadar aquilo que ela acha que seria o ideal, acaba ficando abalada”, diz Vanzella. Após as eliminatórias dos 200 m borboleta em Barcelona, Joanna confessou que sentiu uma crise de pânico antes de cair na piscina.

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Algo semelhante ocorreu nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano passado. Horas antes de chegar ao centro aquático, ainda na Vila Olímpica, ela sofreu um tombo no banheiro e cortou o supercílio, causado por um mal súbito. Ela acabou ficando fora dos 400 m medley, sua especialidade. A nadadora também entrou em rota de colisão com o presidente da CBDA, Coaracy Nunes, a quem acusou publicamente de tê-la prejudicado na distribuição de verbas de patrocínio individual. Ela também expôs um drama pessoal em 2008, ao revelar em entrevista que fora molestada sexualmente.

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“Se a Joanna estiver com esta parte mental forte, livre de problemas, certamente contaremos com uma nadadora pronta para obter grandes resultados. Nunca vi uma nadadora tão boa tecnicamente como ela. A Joanna é muito importante para a equipe e conseguir ajudá-la significa também ajudar a seleção”, disse Vanzella.

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