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Com retrospecto recente melhor que o dos homens, são elas que carregam o protagonismo da delegação brasileira em Astana, no Cazaquistão. Competição começa nesta segunda

Érika Miranda é a quarta colocada no ranking mundial na categoria até 52 kg
William Lucas/Inovafoto
Érika Miranda é a quarta colocada no ranking mundial na categoria até 52 kg


Tradicional carro-chefe de conquistas do esporte nacional, o judô começa nesta segunda-feira a disputa do Campeonato Mundial, em Astana, no Cazaquistão. Embaladas pelo retrospecto recente, são as mulheres que despontam como as estrelas da delegação brasileira e maiores esperanças de medalhas nos tatames. O SporTV começa a exibir as lutas a partir das 2h da manhã desta segunda-feira (24).

Somadas as participações nos Mundiais de 2013 e 2014, e as Olimpíadas de Londres 2012, as mulheres subiram 11 vezes ao pódio, contra quatro dos homens, incluindo os três ouros no período: Sarah Menezes (2012), Rafaela Silva (2013) e Mayra Aguiar (2014). Por outro lado, os homens não vão ao posto mais alto desde o Mundial de 2007.

Victor Penalber é o único brasileiro no Top 10 do ranking mundial
Saulo Cruz/Exemplus/COB
Victor Penalber é o único brasileiro no Top 10 do ranking mundial

No ranking mundial, as mulheres também mostram superioridade. São quatro representantes brasileiras no Top 10 em suas respectivas categorias: Sarah é a décima na categoria até 48 kg, Erika Miranda, a quarta até 52 kg, Rafaela Silva, a quarta até 57 kg e Mayra Aguiar aparece em oitavo na lista até 78 kg. Entre os homens, Victor Penalber, sexto na categoria até 81 kg, é o único brasileiro entre os dez melhores.

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Rafael “Baby” Silva, quarto acima de 100kg, está machucado e desfalca a delegação em Astana. Um desfalque e tanto, aliás, já que foi das mãos de Baby que vieram três das quatro medalhas dos homens citadas: prata no Mundial de 2013 e bronze em 2014 e nas Olimpíadas de Londres 2012. Em Astana, o Brasil será representado por David Moura entre os pesados.

“Acho que o judô feminino brasileiro foi reestruturado. Houve uma ascensão depois de 2008. De lá para cá são muitas conquistas inéditas. Essa rivalidade (entre masculino e feminino) não tem que ter não. O judô brasileiro é um só. O masculino tem que buscar se reposicionar de novo, buscar melhorar”, avaliou o judoca, em entrevista ao iG .

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Curiosamente, quando o assunto é Jogos Pan-Americanos, os homens invertem os papéis e dominam o continente. Em Guadalajara 2011, todas as seis medalhas de ouro conquistadas pelo judô brasileiro vieram com os homens. Em Toronto 2015, foram quatro douradas para o lado masculino e um no feminino.

As primeiras a irem ao tatame em solo cazaque são a campeã olímpica Sarah Menezes e a medalhista de bronze no Pan de Toronto Nathália Brígida, na categoria até 48 kg. Elas lutam a partir das 2h, horário de Brasília, com os confrontos finais a partir das 8h – a diferença no fuso horário é de nove horas a menos. Felipe Kitadai e Eric Takabatake, na categoria até 60 kg, também lutam a partir do mesmo horário.

Confira os representantes do Brasil no Mundial de Judô:

Feminino

Sarah Menezes (até 48kg)
Nathália Brígida (até 48kg)
Érika Miranda (até 52kg)
Rafaela Silva (até 57kg)
Mariana Silva (até 63kg)
Maria Portela (até 70kg)
Mayra Aguiar (até 78kg)
Maria Suelen Altheman (acima de 78kg)
Rochele Nunes (acima de 78kg)

Masculino

Felipe Kitadai (até 60kg)
Eric Takabatake (até 60kg)
Charles Chibana (até 66kg)
Marcelo Contini (até 73kg)
Victor Penalber (até 81kg)
Leandro Guilheiro (até 81kg)
Tiago Camilo (até 90kg)
Luciano Corrêa (até 100kg)
David Moura (acima 100kg)

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