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Fora da competição de Toronto, piauiense cumpriu uma preparação especial, de olho no primeiro degrau do pódio no Cazaquistão. Em Mundiais, a ligeiro já conquistou três bronzes


Sarah vibra com vitória sobre a sul-coreana Mi Sol Kim no Mundial de 2013
Sergio Moraes/Reuters
Sarah vibra com vitória sobre a sul-coreana Mi Sol Kim no Mundial de 2013

Sarah Menezes não faz aquele tipo de atleta "fominha", que está sempre sedento por competições. A campeã olímpica dos Jogos de Londres parece não ter sentido nenhuma falta de lutar nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. "Para mim foi ótimo (ficar fora). Fiquei muito mais tranquila e pude reorganizar minha preparação, trabalhar bastante junto com a minha psicóloga, trabalhar física, tática e tecnicamente", diz a judoca piauiense. Sarah ficou quase um mês treinando no Rio, no Instituto Reação, criado pelo também medalhista olímpico Flavio Canto, sob a orientação da treinadora japonesa Yuko Fujii, da seleção brasileira.

Essa preparação especial deixou Sarah bastante confiante a respeito de suas possibilidades no Mundial de Astana, no Cazaquistão, que começa no próximo dia 24. A delegação brasileira está viajando nesta quarta-feira para a Europa, para um período de treinamentos em Saint Genevieve, na França.

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"Lá no Mundial eu espero ser campeã. Não quero mais nada", diz Sarah, que não se contenta apenas com pódio no Mundial. Ela já conquistou três bronzes, nas edições de 2010, 2011 e 2013. Em 2014, em Chelyabinsk, foi despachada logo na primeira luta pela francesa Amandine Buchard, de 19 anos.

Com a psicóloga, Sarah se esforça para aprender a lidar com as próprias expectativas. "Eu procuro amenizar a ansiedade, ter mais controle sobre isso". Ela chegou a ficar nove meses sem conquistar nenhuma medalha no Circuito Mundial. Deu fim a esse jejum de conquistas em grande estilo, com vitória na final sobre a competente argentina Paula Pareto, vice-campeã mundial e segunda colocada no ranking. Sarah hoje é a décima nessa listagem.

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Como a Federação Internacional de Judô permite que mais de um judoca de cada país seja inscrito em algumas categorias de peso, o Brasil será representado na ligeiro feminina (até 48kg) por Sarah e pela paulista Nathália Brígido, 28ª do ranking mundial.

As duas melhores brasileiras da categoria têm um relacionamento próximo, e Nathália recebeu até algumas dicas e orientações da campeã olímpica, o que contribuiu para que conquistasse o bronze no Pan de Toronto. "Acho que a Nathália cumpriu um papel muito bom no Pan", afirma Sarah.

Relembre a campanha dos judocas brasileiros no Pan de Toronto:


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