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Buracos no teto do ginásio Nilson Nelson acarretam vexame internacional para Brasília. Preparação da seleção feminina, que buscará o bicampeonato na Dinamarca, fica prejudicada

Torcida chegou a se empolgar antes do jogo, mas umidade na quadra tornou impossível a realização do evento
Wander Roberto/Photo&Grafia
Torcida chegou a se empolgar antes do jogo, mas umidade na quadra tornou impossível a realização do evento

O Brasil sofreu outro vexame neste sábado. As goteiras do ginásio Nilson Nelson, em Brasília, impediram a rodada de sexta-feira do quadrangular Quatro Nações feminino de handebol. Neste sábado, a umidade do ar no interior do ginásio levou os treinadores das seleções brasileira e eslovena a interromper o jogo aos 19 minutos do primeiro tempo, para não arriscar a integridade física das jogadoras, que poderiam escorregar e se lesionar seriamente às vésperas do Mundial da Dinamarca.

Comunicado da Confederação Brasileira de Handebol esclarece que a entidade fez vistorias no ginásio Nilson Nelson. O problema é que essa checagem foi realizada durante um dos típicos dias secos no Planalto Central, e obviamente nenhuma goteira no teto do Nilson Nelson foi constatada. Segundo a CBH, uma empresa especializada, indicada por autoridades do Distrito Federal, foi contratada para fazer os reparos no teto de forma emergencial, e conseguiu reduzir a dimensão do problema, mas as chuvas, muito fortes, inviabilizaram a realização das partidas.

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Uma equipe do Corpo de Bombeiros de Brasília também tentou colaborar, colocando uma lona no teto do ginásio. Contudo, a umidade estava muito alta, uma vez que a chuva não parava. O piso escorregadio, que apresentava risco alto de queda, tornou impossível a realização das partidas.

Os jogos deste domingo, entre Eslovênia e Argentina, às 10h, e Brasil e Sérvia, às 12h, foram transferidos para o Centro de Capacitação Física do Corpo de Bombeiros (Cecaf). 

"A Confederação Brasileira de Handebol está extremamente chocada e triste. Não existem palavras que possam expressar o sentimento que temos em um momento como esse", frisou o presidente da CBHb, Manoel Luiz Oliveira.  "Nós tivemos todos os cuidados possíveis e imagináveis para trazer a Seleção campeã mundial para uma última fase de treinamento. Escolhemos a capital federal, um lugar onde o handebol é muito praticado, tem muitos seguidores, e onde se presume que tenha um equipamento esportivo de altíssimo nível, como poucos no País. Tivemos o cuidado de vir aqui diversas vezes. As informações sobre as adequações que a Secretaria de Esportes nos deu para que fossem feitas, a Confederação fez. Nós contratamos geradores para que não faltasse energia, equipe de limpeza, ambulâncias, brigadistas, instalamos um piso de acordo com as determinações da Federação Internacional. Porém, em nenhum momento nos passaram a informação de que o ginásio tinha goteiras. Essa semana, quando detectamos isso, buscamos fazer de tudo para resolver o problema. Nos indicaram uma empresa que poderia fazer um serviço de emergência. Nós contratamos essa empresa e tentamos de todas as formas que isso tudo desse certo. Infelizmente não deu", disse o dirigente.

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