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Ranking mundial define classificação para os Jogos. Segundo brasileiros, vencer dois torneios seguidos pode dar mais vagas

O golfe volta ao cenário olímpico nos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro, e se as Olimpíadas fossem realizadas hoje, o Brasil contaria apenas com um golfista entre os 60 representantes na modalidade. Adilson da Silva, número 241 do ranking mundial em fevereiro, seria esse atleta. Entretanto, outros brasileiros ainda sonham com mais vagas e afirmam que tal sonho é possível. 

"2016 está cada vez mais perto e é um sonho possível. É preciso ficar entre os 300 do mundo para conseguir se classificar. Eu ainda tenho poucos pontos, mas se ganhar duas semanas seguidas já dá um salto e fica entre os 350", fala Daniel Stapff, apontado como um dos talentos da nova geração do golfe. Ele faz parte da equipe YKP/Azeite 1492, o primeiro time profissional no Brasil .


Aos 23 anos e profissional há um ano e meio, ele ainda é o nº 1361 na lista mundial, mas nesta temporada disputa o PGA Latinoamérica e segue otimista.

"Ganhando dois torneios do Latinoamérica, já consegue chegar à pontuação. Se for um Web.com vai para 260, 270 no ranking", prevê Stapff. O PGA Latinoámerica é considerado uma porta de entrada. Os cinco primeiros seguem para o Web.com Tour. Lá, os 25 primeiros garantem vaga no PGA Tour, um dos circuitos mais importantes do cenário e que dá mais pontos para o ranking mundial. 

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O que definirá as vagas para Rio 2016 será exatamente o ranking mundial, com a lista de julho de 2016. Entenda mais no vídeo abaixo e conheça mais brasileiros que sonham com a vaga: 

Por uma determinação do COI (Comitê Olímpico Internacional), o esporte terá 60 atletas no masculino e 60 no feminino nas Olimpíadas. Estarão classificados os 15 primeiros, com o limite de quatro por país. As demais vagas seguem a ordem do ranking mundial, com no máximo dois por país.

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O Brasil ainda tem pouca tradição no golfe e pode conseguir se classificar com atletas em torno do número 300. Isso porque, Estados Unidos, por exemplo, são os melhores do mundo e já tem mais de quatro golfistas no top 15. Dessa forma, as vagas vão descendo na tabela, até chegar ao número estipulado pelos brasileiros.

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Além de Adílson da Silva, Alexandre Rocha, Fernando Mechereffe e Lucas Lee estão hoje entre os primeiros 1000 do ranking. Entretanto, nomes como Daniel Stapff e Rafael Becker despertam interesse. Stapff é profissional desde 2012 e Becker desde agosto de 2013. E neste ano, Rafael Becker foi o 12º colocado na primeira etapa do PGA Latinoamérica, disputada na Colômbia. 

"Eu acabei de me tornar profissional, mas estou com status total no PGA Latinoamérica, ou seja, vou jogar todos os torneios da temporada e posso somar pontos", afirma. 

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