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Giro da Itália vai passar por novas checagens de segurança

Morte do ciclista Wouter Weylandt, na última segunda, fará com que trechos de descida sejam inspecionados

iG São Paulo | 11/05/2011 13:32

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Os organizadores do Giro da Itália anunciaram que irão reavaliar a descida de Col de Crostis (perto de Udine, no nordeste do país), na 14ª etapa da competição. O asfalto do trecho está em péssimas condições, e ciclistas se mostraram preocupados pelo fato do percurso de 14 km não ter barreiras de segurança. As novas inspeções foram motivadas pela morte do ciclista belga Wouter Weylandt, na última segunda-feira. O atleta caiu de sua bicicleta na descida do Passo do Bocco, a 25 km do fim da terceira etapa, bateu a cabeça no muro protetor da calçada, sofreu parada cardiorrespiratória e faleceu.

"Não acho que devemos descer um trecho que tem apenas redes como proteção. (A falta barreiras de segurança) Não deixa o esporte mais emocionante, acho que não deveríamos ter que participar desse tipo de corrida. É desnecessário, o esporte já é emocionante o bastante", afirmou o ciclista canadense Michael Barry, do time Sky. Barry também pediu revisões nos esquemas de segurança das competições de ciclismo e nos desenhos dos percursos das provas.

O diretor de corrida do Giro da Itália, Angelo Zomegnan, afirmou que providências para o trecho de Col de Crostis já estão sendo tomadas: "Entendo que a morte de Wouter Weylandt deixou os atletas preocupados com a descida (de Crostis). Já enviamos vários membros da organização para checar os trechos sem asfalto. Nossa prioridade é que os ciclistas possam participar sempre em total segurança", afirmou ao jornal italiano "La Gazzetta dello Sport."

Equipes pedem liberação de rádios
Após a proibição pela UCI (União Internacional de Ciclismo) do uso de rádios para comunicação entre equipes e ciclistas, os times protestaram. Usados para alertar atletas sobre trechos e obstáculos perigosos, os rádios não poderão ser usados a partir de 2012. Com o caso Weylandt, no entanto, as equipes veem a liberação do equipamento como necessária. Depois de tentar continuar no Giro, a equipe Leopard-Trek avisou que vai se retirar da competição.

Foto: AP

Ciclista Tom Slagter cai de sua bicicleta e fica estirado na pista. Trechos sem asfalto preocupam

"A morte de Weylandt levantou muitas questões. Estamos todos chocados agora, mas a verdade é que estamos na luta para manter os rádios, que são um dos poucos meios que temos de manter a segurança dos atletas", reclamou Jose Luis Arrieta, diretor esportivo da equipe Movista. Sua opinião foi corroborada por Sean Yates, diretor da equipe Sky.

"Os rádios reduzem o potencial de riscos, porque eu passo pelo rádio todos os detalhes (dos percursos), como se vai ter uma curva fechada à direita ou uma decida reta", afirmou. "Se você tem um cara gritando no seu ouvido o que virá pela frente quando você já está no limite (do cansaço), isso só é vantajoso", completou.

Caso os rádios não sejam liberados, as equipes de ciclismo avisaram que vão boicotar a Volta de Pequim (China), que será realizada entre 5 e 9 de outubro. Em fevereiro deste ano, elas já haviam protestado na Volta de Mallorca (Espanha) contra a proibição na Volta de Mallorca.

*com Reuters

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