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Atletas foram para o Ecomotion/Pro para se divertir e também para se extravazar do trabalho do escritório e se sentir humanos. Muitos reclamaram dos duros trechos de trekking

A corrida de aventura é uma opção de esporte e também de lazer para diversos atletas do Ecomotion/Pro. Rosemeri Müller corre ao lado do marido Valmir Schneider na equipe Papaventuras. Completam o time Pedro Pinheiro e Adriano Costa. Durante a prova, o ônibus com a imprensa encontrou a equipe gaúcha e eles estavam sorridentes e conversaram com os jornalistas mesmo depois de mais de dois dias de prova.

Leia mais: Trekking, bike, canoagem e natação: veja como é uma corrida de aventura de perto

Eles mostraram que estavam ali para se divertir, mas também fizeram um resumo do Ecomotion até aquele momento:

Para Rose e Valmir, a corrida de aventura é uma espécie de férias em família. "Não guardam dinheiro para uma viagem de férias? A gente vem para o Ecomotion. Começou como uma opção de turismo, de conhecer lugares novos de um jeito diferente. E também tem as amizades por onde a gente passa", fala Rose, que está em seu sexto Ecomotion. 

Rose, Larissa e Valmir antes da largada da corrida de aventura na Bahia
Aretha Martins/iG
Rose, Larissa e Valmir antes da largada da corrida de aventura na Bahia

E pelo segundo ano eles têm a companhia da filha Larissa, de 13 anos. Em 2012, ela participou da equipe de apoio. Agora, estava ao lado da organização, acompanhando os pais em diversos Pcs. Ela também já faz algumas provas de corrida de rua e parece que vai seguir o caminho dos pais. "Pra quê viajar e ficar em um hotel, na praia. É chato. É legal poder correr também", afirma a adolescente. 

Para Valmir, a corrida de aventura é mesmo diversão, tanto que ele nem costuma treinar, apesar de toda exigência física da prova. "Treinar não é legal. Legal é competir. E tenho que me preservar pela idade. Já estou com 41 anos", brinca empresário, dono uma transpostadora em Venâncio Aires, no Rio Grande do Sul. "Esse ano eu treinei nas últimas semanas, mas foi a primeira vez. Falo que meu músculo tem memória boa, faz uma vez e já decora. Mas acho que essa prova tem a ver com cabeça. Eu me sinto confortável na corrida de aventura. aqui é o atleta que consegue se divertir nas condições adversas. Sou assim", resume Valmir, em seu 8º Ecomotion. 

A corrida também é uma questão psicológica para Naru Moraes, engenheiro de petróleo e professor univeritário em Salvador. "É a minha válvula de escape. Vivo enfurnado em um escritório, com dois computadores na minha frente. Aqui eu me transformo e limpo a minha consciência para me sentir humano de novo", analisa o baiano. 

Mas corrida de aventura não é só diversão. Era previsto um percurso de 620 km para a prova da Bahia. Entretanto, todo mundo se perdeu pelo caminho, do primeiro ao último colocado. Com isso, acabaram andando mais do que o imaginado, e parecia que havia um aspecto em comum: o trekking castigou os competidores. Eles tiveram dificuldades tanto na caminhada inicial, na praia, quanto na Serra das Lontras, em uma mata bastante inóspita. Veja a análise dos atletas durante a prova:

Veja mais vídeos, depoimentos e bastidores da corrida de aventura:

Pronto para começar: Conhecimentos básicos, preparação e largada do Ecomotion/Pro
Momento da alimentação: Prova tem paradas com água e frutas e descanso obrigatório
Dores pelo corpo: Pés são as primeiras vítimas da corrida de aventura
O campeão: Depois da festa do campeão, tudo o que os atletas querem é uma cama

*a repórter viajou à convite da organização

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