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Suspensos por doping em escândalo da Rede Atletismo são liberados

Cinco competidores foram flagrados em teste surpresa realizado em junho de 2009. Técnico assumiu esquema de dopagem por eritropoietina

Gazeta | 27/07/2011 12:51

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Os cinco competidores que participaram do maior caso de doping coletivo do atletismo brasileiro estão liberados para competir. Após cumprir dois anos de suspensão, o grupo que representava a extinta Rede Atletismo já realizou os exames necessários para voltar a participar de provas oficiais.

Josiane Tito (revezamento 4x400m), Lucimara Silvestre (heptatlo), Bruno Lins (200m e revezamento 4x100m) e Luciana França (400m com barreiras) foram liberados no final de junho. Nesta terça-feira, Jorge Célio Sena (200m e revezamento 4x100m) também ganhou autorização para voltar a competir. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo).

De acordo com Thomaz Mattos de Paiva, presidente da Agência Nacional Antidoping da Cbat, o grupo precisou passar por três exames para ganhar o direito de retomar a carreira. Na primeira competição oficial em que participarem, os atletas têm que realizar um novo controle.

O grupo era treinado por Jayme Netto Júnior e Inaldo Sena. No site da Cbat, ambos constam como banidos do atletismo. Em contato com a reportagem, Thomaz Mattos de Paiva informou que a situação dos dois técnicos ainda será discutida na Corte Arbitral do Esporte.

Os competidores foram flagrados em um teste surpresa realizado em Presidente Prudente no dia 15 de junho de 2009. O técnico Jayme Netto Júnior assumiu a responsabilidade pelo esquema de dopagem, mas acusou o fisiologista Pedro Balikian de ministrar EPO (eritropoietina) aos atletas.

O treinador era apontado como referência no atletismo, especialmente no revezamento 4x100m. Ele participou da conquista de duas medalhas olímpicas (bronze em Atlanta 1996 e prata em Sidney 2000), três títulos pan-americanos (Winnipeg 1999, Santo Domingo 2003 e Rio de Janeiro 2007) e um vice mundial (Paris 2003).

O escândalo foi divulgado pela Cbat no começo de agosto de 2009. Na época, os cinco atletas já estavam treinando na Alemanha para o Mundial de Berlim e voltaram ao Brasil repentinamente, assim como os treinadores Jayme Netto Júnior e Inaldo Sena.

A recém-criada Rede Atletismo investiu pesado para tentar rivalizar com a BM&F e chegou a contratar estrelas como a saltadora Maurren Maggi, ouro em Pequim-2008. O escândalo de doping coletivo, no entanto, acarretou no encerramento das atividades da equipe, que teve alguns de seus competidores absorvidos pelo Pinheiros.

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