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Etíope Ymer Ayalew coloca seu nome na história da corrida paulistana. Entre os homens, deu Stanley Biwott, do Quênia. Sueli Pereira, do Cruzeiro, foi a melhor brasileira, em quarto

Pódio liderado por Stanley Biwott, com Giovani dos Santos em 5º (d)
André Lucas Almeida/Futura Press
Pódio liderado por Stanley Biwott, com Giovani dos Santos em 5º (d)


Os corredores africanos mantiveram sua hegemonia recente na Corrida Internacional de São Silvestre de 2015, em São Paulo. A etíope Ymer Ayalew conquistou nesta quinta-feira o bicampeonato prova. Entre os homens, o queniano Stanley Biwott se consagrou. 

O repeteco de Ayalew não acontecia na prova feminina desde 2000, com a queniana Lydia Cheromei. Já Biwott, que largou com o prestígio de campeão da Maratona de Nova York, se insere numa lista com célebres compatriotas como Robert Cheruiyot e Paul Tergat, recordista da prova. Foi uma chegada emocionante.

Sueli Pereira, corredora do Cruzeiro, foi a melhor brasileiro no percurso de 15km, chegando em quarto, melhorando, e muito, seu resultado pessoal, depois de ter ficado com o nono lugar no ano passado. Joziane Cardoso veio logo atrás, em quinto, também ganhando posições (havia terminado em oitavo em 2014). Entre os homens, Giovani dos Santos foi o melhor competidor nacional, de volta ao pódio, em quinto.

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Pelotão feminino de elite fez grande prova nesta quinta
André Lucas Almeida/Futura Press
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As brasileiras estavam colocadas em um raro e largo pelotão de frente, em meio a favoritas africanas, na hora de iniciar o trecho mais difícil do percurso, a famigerada subida da avenida Brigadeiro Luiz Antônio. Estavam em ritmo forte e, no meio da ladeira, apenas cinco ficaram à frente, com as duas atletas nacionais no påreo e Delvine Meringor, do Quênia, Failuna Matanga, da Tanzânia, e Ayalew, atual campeã, que venceu com 54min01s. 

A última brasileira campeã da prova foi Lucélia Peres, em 2006. Desde então, Quênia e Etiópia se alternaram no lugar mais alto do pódio, com predomínio queniano – foram seis vitórias. A largada foi às 8h40, na avenida Paulista, com temperatura na casa de 23ºC. 

Na prova masculina, nenhum brasileiro ganha desde Marilson Gomes dos Santos em 2010. Etiópia e Quênia tiveram duas vitórias desde então, se alternando no poder. E esses países africanos disputaram até os metros finais, com Biwott superando o etíope Leul Aleme por apenas três segundos, terminando com 44min31s. Giovani concluiu o trajeto em 44min58s.

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