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A colombiana Caterine Ibargüen foi soberana na final do salto triplo, enquanto o canadense Shawnacy Barber levou a melhor no salto com vara; brasileiros ficam longe da briga por pódio

Colombiana Caterine Ibargüen ganha o ouro pelo salto triplo
Lee Jin-man / AP
Colombiana Caterine Ibargüen ganha o ouro pelo salto triplo


O discurso de que os Jogos Pan-Americanos não valem para nada em termos de competições esportivas de elite foi relativizado nesta segunda-feira. Afinal, o terceiro dia de disputas do Mundial de atletismo acabou consagrando dois saltadores que já haviam brilhado em Toronto, no mês passado. 

Quem comemorou primeiro foi a colombiana Caterine Ibargüen, pelo salto triplo. A veterana de 31 anos alcançou a marca de 14,90m em sua quarta tentativa e não viu nenhuma das demais competidores como ameaça. Nem mesmo a russa russa Ekaterina Koneva, que era a líder do ranking mundial e, com 15,04m, continua tendo a melhor marca do ano (em Eugene, nos Estados Unidos, no dia 30 de maio).  Koneva foi apenas a sétima nesta decisão, com 14,37m. A brasileira Keila Costa ficou com o 12º e último lugar entre as finalistas, com 13,90m.

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Ibargüen realmente sobrou. Sua segunda melhor marca, de 14,80 já teria valido o ouro, com 14,80, acima dos 14,78m da israelense Hanna Knyazyeva-Minenko. A cazaque Olga Rypakova foi bronze, com 14,77m.

Pelo salto com vara, o canadense Shawnacy Barber foi o campeão, fazendo uma bela campanha. Ele passou pelo sarrafo com tranquilidade em todas as marcas de 5,50 a 5,90m, sempre em sua primeira tentativa. Veja o momento em que ele passa dos 5,90m, para assegurar o título:


O único atleta que conseguiu superar a marca de 5,90m foi o alemão Raphael Marcel Holzdeppe, que defendia o título. Nenhum dos dois passou pelos 6,00m (o que valeria como recorde pessoal para ambos). A diferença é que o alemão já havai falhado uma vez em 5,80m e duas vezes em 5,90m, perdendo, dessa forma, no desempate. 

Três atletas dividiram o bronze: os franceses Renaud Lavillenie (atual campeão olímpico e dono das duas melhores marcas da temporada, com 6,05 e 6,03m) e Kévin Ménaldo e o polonês Piotr Lisek. O brasileiro Augusto de Oliveira terminou em nono, com a marca de 5,65m.

100m feminino
A grande estrela da noite foi a jamaicana na capital chinesa foi a favorita jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce, completando uma dobradinha do país nos 100m rasos. Depois do título de Usain Bolt no domingo, ela doiminou prova nesta segunda, com 10s76.

Fraser-Pryce estava tão tranquila na pista que, por pouco, não comemorou antes do tempo. Ela claramente soltou seu movimento nos metros finais e viu a sensação holandesa Dafne Schippers se aproximar perigosamente (10s81). Tori Bowie, dos Estados Unidos, completou o pódio. Ainda assim, a jamaicana conseguiu a segunda melhor marca de 2015.

A brasileira Rosângela Santos foi eliminada na semifinal, com 11s03, apenas o 12º melhor tempo. Para entrar entre as finalistas, ela precisava superar os 10s97 da trinitina Michelle-Lee Ahye.


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