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CBAt trabalha com patrocinador e nos bastidores para receber uma prova da principal competição do atletismo mundial ainda em 2014

A presença do astro jamaicano Usain Bolt seria uma das atrações caso o Brasil consiga organizar uma etapa da Liga de Diamante
Andrew Winning/Reuters
A presença do astro jamaicano Usain Bolt seria uma das atrações caso o Brasil consiga organizar uma etapa da Liga de Diamante


Imagine poder ver de perto alguns astros do atletismo mundial como Usain Bolt, Yelena Isinbayeva, Yohan Blake, Justn Gatlin, Mo Farah, Carmelita Jeter e Brittney Reese. Tudo isso no Brasil e antes mesmo das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Pois essa cena é muito menos improvável do que se possa imaginar. A CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) ainda não descartou a possibilidade de trazer para o país uma etapa da badalada Liga de Diamante, competição que mais prêmios distribuí no atletismo mundial. Mas a chance de isso acontecer ainda esbarra em obstáculos consideráveis.

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“Isso está no nosso planejamento para os próximos anos, mas para isso precisamos de uma garantia financeira. Para organizar uma etapa da Liga de Diamente, você precisa de US$ 1,5 milhão só para o pagamento de premiação dos atletas que chegam do mundo todo”, disse José Antonio Fernandes, o Toninho, presidente da CBAt. No total, ele calcula que organizar uma etapa da competição no país custaria algo em torno de U$ 3 milhões.

Trazer uma etapa da Liga de Diamante ao Brasil serviria para tentar alavancar o interesse do grande público na modalidade, que tem suas principais competições, mesmo os meetings internacionais, um público ínfimo nas arquibancadas, na maioria absoluta das vezes. Ao organizar um evento deste nível, Toninho acredita que seria possível trazer alguns dos grandes astros do atletismo mundial do primeiro escalão, desde que eles tenham interesse em competir no Brasil.

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Toninho Fernandes já iniciou conversas para tentar trazer uma etapa da Liga de Diamante ao Brasil
Divulgação/CBAt
Toninho Fernandes já iniciou conversas para tentar trazer uma etapa da Liga de Diamante ao Brasil

“Hoje, existe uma vontade de atletas de outros países em competirem em eventos de grande porte no Brasil. Nós teremos algumas reuniões em Moscou para ver a possibilidade de colocarmos uma etapa da competição no calendário”, disse Toninho. Para tornar o projeto realidade, ele já começou a desenhar uma complicada engenharia que envolve patrocinadores e trabalho de bastidores.

“Já tive algumas conversas com a Caixa [patrocinadora da CBAt] e a Globo [emissora que tem os direitos de transmissão das provas no Brasil]. Há interesse em fazer um grande evento internacional e a Liga Diamante seria a melhor forma de levamos o atletismo ao público jovem”, afirmou Toninho, que no entanto, não pretende fazer loucuras para tornar o projeto realidade. “Só posso dar um passo para organizar um evento deste tamanho com garantia financeira. Não vou me endividar e me comprometer todo o projeto do atletismo do Brasil por causa de um evento”, justificou.

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Caso o obstáculo financeiro seja superado, há ainda a questão política. Para que uma nova cidade receba a Liga de Diamante, é necessário que a maioria dos países que compõe a competição aprovem esta inclusão. Com maioria das etapas realizadas nas principais cidades europeias, a Liga tem também provas na Ásia (Doha e Xangai) e Estados Unidos (Nova York e Eugene). A Iaaf (Associação das Federações Internacionais de Atletismo) detém apenas 25% de participação na competição e por isso não tem a palavra final na mudança de calendário.

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Por fim, a dúvida final seria sobre o local que receberia as grandes estrelas do atletismo mundial. Se ocorrer a possibilidade do evento acontecer ainda em 2014, o estádio Ícaro de Castro Mello, no Ibirapuera, seria o escolhido. “Nas conversas preliminares que tivemos, só foram colocadas como possibilidades as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Como o Engenhão está fechado, a pista do Ibirapuera poderia receber o evento”, disse o presidente da CBAt.

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