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Com terceiro melhor tempo da história da prova, Dafne Schippers deixa bicampeã olímpica para trás em Pequim

Dafne Schippers, da Holanda, desbancou bicampeã olímpica Veronica Campbell-Brown
Alexander Hassenstein/Getty Images
Dafne Schippers, da Holanda, desbancou bicampeã olímpica Veronica Campbell-Brown

A holandesa Dafne Schippers é uma das grandes personagens desta edição do Mundial de Atletismo em Pequim. Nesta sexta-feira, a atleta de 23 anos registrou a terceira melhor marca da história nas provas de 200m e levou o ouro. Ela foi mais rápida que a estrela jamaicana Veronica Campbell-Brown, bicampeã olímpica da prova (Atenas 2004 e Pequim 2008).

O tempo de 21s63 registrado por Schippers é o melhor história dos Mundiais e só fica atrás do recorde de Florence Griffith-Joyner, de 21s34, registrado nos Jogos Olímpicos de 1988, e de 21s62, de Marion Jones, registrado em 1998. As duas americanas tiveram as carreiras manchadas por uso de doping. 

A favorita ao título em Pequim era Veronica, que foi campeã do mundo em Daegu 2011. Ela ficou em terceiro lugar, com a marca de 21s97. A prata foi para outra jamaicana, Elaine Thompson, que cravou 21s66. Foi a primeira medalha da atleta em Mundiais.

Schippers marcou a melhor marca da história dos Mundiais de Atletismo
Andy Lyons/Getty Images
Schippers marcou a melhor marca da história dos Mundiais de Atletismo



Jamaicana de 22 anos conquista ouro nos 100 metros com barreiras
Também nesta sexta-feira, a jamaicana Daniele Williams, de apenas 22 anos, surgiu como a nova "rainha" dos 100 metros com barreiras. Com a melhor marca de sua vida (12s57), ele bateu por dois centésimos a alemã Cindy Roleder para ficar com o título mundial da prova. A bielorrussa Alina Talay arrebatou o bronze por apenas um centésimo (12s66, recorde nacional). 

Americana recupera título mundial do salto em distância dez anos depois
Em outra final nesta sexta, a americana Tianna Bartoletta, que foi campeã mundial no salto em distância em 2005 como Tianna Madison, recuperou o título graças a um salto de 7,14 metros, superando a britânica Shara Proctor (7,07 m).

A sérvia Ana Spanovic, que chegou ao Mundial de Pequim com uma marca de 6,88 metros e era apontada como favorita, voltará para casa com o recorde nacional de 7,01m e a medalha de bronze. Bartoletta, especialista no revezamento 4x100 (ouro com os Estados Unidos na final olímpica de Londres em 2012) e voltou ao salto em distância no Mundial de Pequim.

Russo é campeão mundial dos 110 metros com barreiras
O russo Serguei Shubenkov, bicampeão europeu de 110 metros com barreiras, confirmou em Pequim sua fama de grande concorrente na final do mundial e, com um novo recorde nacional (12s98), se tornou no primeiro atleta branco a ganhar a medalha de ouro em um Mundial.

O russo teve uma saída rápida (139 milésimas) mas sobretudo teve forças para retornar à linha de frente, ocupada na metade da corrida pelo jamaicano Hansle Parchment e pelo americano Aries Merritt, e conseguir vencê-los.

Parchment terminou com o tempo de 13s03 e Merritt com 13s04, enquanto o ex-campeão, o americano David Oliver, chegou em sétimo com 13s33.

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