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País tenta independência do Reino Unido e teria que formar comitê local e ser reconhecido pela ONU para estar no Rio

Reuters

Thomas Bach, presidente do COI, diz que atletas escoceses terão direitos preservados
AP/Themba Hadebe
Thomas Bach, presidente do COI, diz que atletas escoceses terão direitos preservados

O COI (Comitê Olímpico Internacional) prometeu que os interesses dos atletas escoceses seriam “salvaguardados" antes das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, caso a Escócia vote a favor da independência do país em relação ao Reino Unido em 18 de setembro.

Caso a Escócia se torne independente, atletas do país que competiram pela Grã-Bretanha nas Olimpíadas de 2012, em Londres, não estariam aptos a fazer isso pelo mesmo país no Rio.

“Nós respeitamos as decisões democráticas. Sempre respeitamos. Mas pode ser visto por decisões anteriores que tomamos em casos semelhantes que sempre salvaguardamos os interesses dos atletas”, disse o presidente do COI, Thomas Bach, à Reuters.

Para que atletas escoceses possam competir sob uma bandeira independente no Brasil, dentro de menos de dois anos, eles devem votar a favor da independência e formar um comitê olímpico nacional (COL).

Para que isso aconteça e o COL seja reconhecido pelo COI, seria preciso, primeiramente, o reconhecimento da independência da Escócia pelas Nações Unidas.

Em 2012, nos Jogos de Londres, quatro atletas competiram as Olimpíadas sob a bandeira do COI. Três das Antilhas Holandesas, que foram dissolvidas em 2010, e um do Sudão do Sul, país que não foi reconhecido a tempo de participar dos Jogos. 

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