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Segundo membro do COI, país está atento a atos violentos para garantir segurança nas Olimpíadas

Ataque a trólebus em Volgogrado ocorreu na segunda-feira
STRINGER/RUSSIA/REUTERS/Newscom
Ataque a trólebus em Volgogrado ocorreu na segunda-feira

A pouco mais de um mês para o início dos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, dia 7 de fevereiro, a Rússia vive em estado de alerta por conta de dois atentados a bomba na cidade de Volgogrado, que matou até o momento 34 pessoas e feriu mais 60. O risco de ações terroristas no país mobilizou atletas e dirigentes esportivos esta semana. Thomas Bach, presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), reforçou o pedido de segurança para o evento e classificou os ataques como deploráveis.

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Com os focos em Sochi e na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, ainda estão "imunes" a críticas e riscos com relação à segurança. Não significa, no entanto, que a organização e o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) não se atentem à questão.

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"Nossa preocupação é a mesma de todos. A violência é um problema mundial e para ser resolvida ou controlada vamos precisar trabalhar muito. A gente precisa saber combater e ao mesmo tempo saber conviver com os riscos", disse ao iG Esporte o ex-jogador de vôlei Bernard Rajzman, membro do COI, durante o Prêmio Brasil Olímpico , dia 17 de dezembro. "Obstáculos fazem parte, mas a experiência de todos os eventos que estão acontecendo enriquecerá ainda mais nossas estratégias de segurança", reiterou na mesma ocasião o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman.

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Infelizmente o terrorismo já deixou enormes cicatrizes no esporte olímpico, como a morte de 11 atletas israelenses em Munique-1972 e a explosão de uma bomba durante um evento público em Atlanta, sede da edição de 1996. Para a Rio 2016, além de treinamento e fortalecimento das Forças Armadas a cargo do Governo Federal, o comitê organizador fechou em outubro um acordo com a Interpol.

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Embora proteger-se do terrorismo seja uma das prioridades em relação à segurança de uma Olimpíada, a questão mais latente envolvendo o bem-estar público no Brasil tem sido as manifestações populares, que surpreenderam os políticos do país durante a Copa das Confederações de 2013, em junho. A mistura às vezes explosiva entre cidadãos de bem e baderneiros na mesma ação democrática, aliadas à repressão violenta da polícia em muitos casos, fez com que a organizaçao da Copa de 2014 se precavesse mais para o evento, com abertura em 12 de junho. Os gastos excessivos, como os mais de R$ 8 bilhões em estádios , engrossaram a lista de reivindicações dos que foram às ruas para protestar.

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Mas no próprio Comitê Organizador Rio 2016 há a preocupação de que, passada a Copa, os protestos se voltem aos Jogos Olímpicos. A cerca de dois anos e meio para a cerimônia de abertura, o evento ainda não teve seu orçamento divulgado - pela terceira vez a entrega do plano financeiro foi adiada. Há também a sombra dos Jogos Pan-Americanos de 2007, também no Rio de Janeiro, com casos de superfaturamento apontados pelo TCU (Tribunal de Contas da União) que acabaram arquivados.

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"Ações já estão sendo feitas na área de segurança, mas são coisas secretas, não podemos divulgá-las. Toda a organização está bastante focada nesse ponto, buscando consultorias do exterior e com um trabalho integrado com as polícias. No caso das manifestações, é claro que foi uma surpresa para todos, mas imagino que as ações para combater quem vai promover baderna serão melhoradas", disse Bernard Rajzman.