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Dona Gorete espera superar o trauma nas Olimpíadas de 2016. “Vou me preparar para olhar no Rio”, promete

Dona Gorete acompanhou Yane Marques no prêmio Brasil Olímpico neste mês
Aretha Martins/iG
Dona Gorete acompanhou Yane Marques no prêmio Brasil Olímpico neste mês

Yane Marques apresentou o pentatlo para a maioria dos brasileiros ao ser a primeira latino-americana a faturar uma medalha olímpica no esporte com o bronze em Londres 2012. Nesta temporada, conquistou a inédita prata no Campeonato Mundial e ainda foi finalista do prêmio Brasil Olímpico , que elege os melhores atletas do ano. Tudo isso, com a mãe na torcida. E dona Gorete Fonseca afirma sempre ter dado todo o apoio à filha mesmo sem nem saber o que era pentatlo quando Yane resolveu começar no esporte, mas confessa que chora em toda competição e sabe ainda tem que superar um trauma com a prova de hipismo.

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“Quando ela quis entrar na natação, que é o esporte de origem, eu fiz a minha parte. Levava para o clube até ela começar a dirigir ou de ônibus quando era menor. Ajudei no que eu pude. E um dia, no carro voltando para casa, ela falou que um técnico (Alexandre Fonseca, fundador da federação de Pernambuco de pentatlo) tinha feito convite para fazer um esporte novo. Eu nem sabia o que era pentatlo na época, mas apoiei”, lembra Gorete Fonseca em conversa com o iG Esporte.

Yane está no pentatlo desde 2003 e, agora, dona Gorete já conhece bem o esporte, mas dá uma embargada na voz ao falar da sua modalidade preferida. “Qual eu gosto mais? Eita!”, responde, para completar um tempo depois: “A que eu acho mais bonita é a equitação, mas dela é a prova que eu não vejo porque eu tenho medo”.

O trauma de Dona Gorete é por causa de uma queda de Yane Marques do cavalo em 2004. A mãe estava na arquibancada. “Foi a primeira prova de equitação que eu fui ver. Eu vi a queda e ela ia subir de volta no cavalo. Aí foi quando eu gritei porque o culote estava sujo de sangue”, conta. “A gente foi para o hospital e foi horrível. Foi muito grave e ela corria risco porque quase atingiu o nervo ciático pela profundidade do corte. O médico disse: ‘vá para casa e acenda vela porque foi por pouco que não pegou o nervo’. Depois disso, não consigo olhar mais essa prova”, confessa.

Gorete Fonseca acredita na habilidade da filha, mas ainda sofre. “Eu sei que ela monta muito bem e isso não é palavra de mãe. Os técnicos e quem entende do esporte me garantem que posso ficar tranquila porque ela monta muito bem. E toda vez eu me preparo, digo: ‘hoje eu vou assistir’. Mas quando chega a hora, eu não consigo olhar. Se estiver lá na prova eu saio do lugar, eu viro de costas, eu me abaixo”, afirma a mãe de Yane.

Ela acompanha a filha nas principais competições internacionais, como Olimpíadas ou Pan-Americano e também nas provas e torneios militares no Rio de Janeiro. Ela estava em Londres 2012, mas, de novo, não conseguiu ver o desempenho da filha no hipismo.

“Em Londres eu fiquei na arquibancada, assim, quietinha, de cabeça baixa e chorando para morrer”, diz dona Gorete. Ela ainda comenta que chora em toda prova de Yane, durante e depois da competição. “Quando escuto o grito de todo mundo na arquibancada, aí eu desabo mesmo”, fala a mãe coruja e torcedora.

Agora, dona Gorete faz uma promessa. “Vou me preparar para acompanhar e olhar todas as provas nas Olimpíadas do Rio 2016”.

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