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Assembleia Geral do Comitê Olímpico Internacional escolherá ainda qual a modalidade que será incluída no programa esportivo das próximas Olimpíadas

O Hotel Hilton, em Buenos Aires, receberá a importante 125ª Assembleia Geral do COI
Getty Images/Alexander Hassenstein
O Hotel Hilton, em Buenos Aires, receberá a importante 125ª Assembleia Geral do COI


O Hotel Hilton, localizado na badalada região de Puerto Madero, em Buenos Aires, terá a chance de presenciar a mais importante das Assembleias Gerais do COI (Comitê Olímpico Internacional) nos últimos anos. Em uma coincidência rara na história da entidade, a 125ª Sessão do COI terá a partir deste sábado uma série de eleições importantes para o esporte olímpico mundial. A principal delas será a escolha da cidade-sede que receberá as Olimpíadas de 2020, mas além disso, será definida a última modalidade para integrar o programa esportivo principal e, por fim, o novo presidente da entidade que comanda o esporte olímpico mundial.

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Até por conta da quantidade de decisões importantes - e que atraiu a atenção de cerca de 2.500 jornalistas credenciados -, o COI optou por dividir a realização dos três pleitos ao longo dos quatro dias de duração do evento. Primeiro, no sábado, será escolhida a sede das Olimpíadas de 2020 entre as candidatas Istambul, Tóquio e Madri.

No domingo, será a vez dos membros do COI com direito a voto (103 no total) definirem qual será a modalidade que integrará o programa esportivo principal dos Jogos de 2020. Estão concorrendo o beisebol/softbol, o squash e a luta, que de forma surpreendente foi excluída em decisão do comitê executivo do COI no começo deste ano.


A última votação prevista para a Assembleia Geral será a escolha do novo presidente do COI. Depois de 12 anos no poder, o belga Jacques Rogge dará lugar a um dos seis candidatos que estão na disputa. Embora o nome mais badalado entre eles seja o do ucraniano Sergei Bubka, campeão olímpico e recordista mundial no salto com vara, o favorito entre as pessoas que acompanham mais de perto o movimento olímpico é o alemão Thomas Bach, ex-atleta da esgrima, integrante do comitê executivo do COI desde 1996 e que ocupou cargos diretivos na Adidas, um dos parceiros da entidade.

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O processo de votação para as três eleições é idêntico. São realizadas rodadas de votação até que seja escolhido o vencedor da disputa, com 50% dos votos mais um (maioria simples). No caso da escolha da cidade-sede de 2020 e da presidência do COI, nem todos os integrantes do COI terão direito a voto na primeira rodada. Já para a escolha da modalidade que integrará o programa esportivo, todos os membros do COI estão aptos a votar.

"Estas eleições do COI me lembram um Conclave Papal. O COI dá muita importância ao protocolo, à solenidade. Os membros entram e se posicionam na sala de acordo com o protocolo de admissão. Ficam fechados na sala até que seja escolhido o vencedor", diz Alberto Murray, neto do ex-presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Sylvio de Magalhães Padilha, e que testemunhou vários eventos como o deste sábado. Porém, certamente nenhum com o peso que este terá no esporte olímpico mundial.

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