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Reeleito para seu quinto mandato à frente do COB, dirigente fala em colocar o Brasil entre os dez primeiros no quadro de medalhas dos Jogos do Rio de Janeiro

Após ter sido eleito praticamente por aclamação nesta sexta-feira para seu quinto mandato consecutivo à frente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Carlos Arthur Nuzman ignorou as críticas feitas por opositores para esta nova reeleição e preferiu falar em futuro, exaltando o fato de o Brasil estar às vésperas de iniciar o ciclo olímpico que irá terminar com a organização dos Jogos do Rio, em 2016.

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Carlos Arthur Nuzman foi reeleito com esmagadora maioria para a presidência do COB
AFP
Carlos Arthur Nuzman foi reeleito com esmagadora maioria para a presidência do COB

“Estamos às vésperas de um ciclo olímpico inédito na história do Brasil, que marcará a oportunidade dos nossos atletas participarem dos Jogos Olímpicos em casa pela primeira vez”, disse Nuzman em seu discurso de posse. Ele foi eleito pela primeira vez para comandar a entidade no dia 1º de julho de 1995.

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Com chapa única, tendo como vice André Richer, Carlos Nuzman foi reeleito para comandar o COB com ampla maioria. Dos 33 votos que compõe o colégio eleitoral da entidade - formado pelas 30 confederações nacionais e mais os votos de João Havelange, Nuzman e Richer, todos membros-natos do COB -, a chapa recebeu 30 votos. Houve duas abstenções (José Maria Marin, da CBF, e Carlos Luiz Martins, da confederação de vela) e somente um voto contrário, de Eric Maleson, presidente da CBDG (Confederação Brasileira de Desportos no Gelo).

Nuzman também ressaltou em seu discurso os feitos obtidos pelo esporte olímpico brasileiro desde que começou a receber recursos provenientes da Lei Agnelo/Piva, em 2004. “Com o aumento do aporte financeiro no esporte olímpico brasileiro após a conquista do direito de receber os Jogos Olímpicos Rio 2016, temos certeza ser possível dar um salto de qualidade e quantidade na conquista de medalhas nas próximas edições dos Jogos”, afirmou.

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Embora seja bastante criticado por acumular também o cargo de presidente do comitê organizador do Rio 2016 - o deputado federal Romário chegou a pedir a intervenção da presidente Dilma Roussef f para mudar esta situação - Nuzman preferiu em seu discurso exaltar os desafios que o país terá pela frente.

Espírito Olímpico: COB realiza eleição inútil

"Vivemos o momento mais importante do esporte nacional, uma vez que temos metas e desafios grandiosos à frente. Isso tudo faz com que a minha motivação seja a maior possível. . “Estou absolutamente focado no compromisso de entregar Jogos excelentes e colocar o Brasil entre os dez primeiros países pelo total de medalhas em 2016”, afirmou o dirigente.

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