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22/12 - 10:40

Com Marílson, Brasil quer quebrar tabu de três anos sem vitória na São Silvestre

Maratonista é a principal esperança brasileira no último dia do ano, pois já venceu a prova duas vezes e recentemente faturou também a Gonzaguinha

Gazeta Esportiva

A 86ª edição da Corrida de São Silvestre será realizada no próximo dia 31, em São Paulo e a elite brasileira tentará quebrar a sequência de três anos sem vitórias, no masculino e no feminino. O bicampeão Marílson Gomes dos Santos é o maior destaque e principal esperança de queda do tabu. O brasiliense não disputa a prova desde 2005, ano em que garantiu o bicampeonato - o primeiro título foi em 2003.

"O meu objetivo é ganhar pela terceira vez. Estou bem e vou lutar por esta meta. Não vou entrar para ser segundo ou terceiro. Quero ganhar", afirmou o atleta de 33 anos, morador de Santo André, no ABC Paulista.

Outro atleta que figura entre os destaques é Damião Ancelmo de Souza, o "Pé de Vento", que está em ótima forma. No último dia 5, foi o terceiro colocado da Volta da Pampulha (perdeu para dois quenianos). Nas 17 provas de rua que disputou nesta temporada, venceu 11 e fez pódio nas outras seis.

Último brasileiro campeão da São Silvestre, em 2006, o mineiro Franck Caldeira promete correr atrás do bicampeonato. "Será um sonho realizado se ganhar de novo", contou o atleta, tricampeão da Volta da Pampulha, bicampeão da Meia Maratona do Rio de Janeiro e medalha de ouro na Maratona dos Jogos Pan-Americanos do Rio.

Quenianos tentam quarto título seguido 
Liderados pelo atual bicampeão, James Kwambai, os quenianos querem o quarto título consecutivo. O país venceu 12 das 19 edições da São Silvestre realizadas com 15k. Além de Kwambai, Quênia será representada por Barnabas Kiplagat Kosgei, Mark Korir e Mathew Kiptoo Cheboi.

O trio queniano conquistou bons resultados, como a vitória de Barnabas na Volta da Pampulha, em Belo Horizonte (MG) e a primeira posição de Korir na 10K Rio - Corrida Pan-Americana, no Rio de Janeiro (RJ). Barnabas tem ótimo retrospecto e foi campeão mundial de cross-country em 2007, com apenas 21 anos. Os outros africanos são Marco Joseph, da Tanzânia, Endale Tekileab, da Etiópia, e os marroquinhos Abderrahime Bouramdane e Mohamed El Hashimi.


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