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18/12 - 18:50

Focado em provas olímpicas, Thiago Pereira não quer mais "bater na trave"
"Quero uma medalha em Xangai, cansei de ser quarto em Mundial, Olimpíadas. Espero parar de bater na trave", disse o nadador

Gazeta Esportiva

Enquanto Cesar Cielo, Kaio Márcio e os demais expoentes da natação nacional decidiram disputar o Mundial de piscina curta (25 metros), neste final de semana, Thiago Pereira abdicou da competição em Dubai para antecipar sua preparação para as competições pré-olímpicas, no ano que vem.

Seu foco em 2011 será o Mundial de Xangai, em julho, e o Pan-americano de Guadalajara, em outubro, ambos em piscina de medida olímpica (50 metros). "Quero uma medalha em Xangai, cansei de ser quarto em Mundial, Olimpíadas. Espero parar de bater na trave", disse o nadador, que foi homenageado pelo Corinthians neste sábado.

Nas Olimpíadas de Atenas-2004, quando tinha apenas 18 anos, Thiago foi quinto colocado na prova dos 200m medley e fez o 17º tempo nos 400m medley. Quatro anos mais tarde, em Pequim, ficou a uma posição do pódio nos 200m medley e terminou em oitavo lugar nos 400m medley.

A obsessão por uma medalha olímpica fez com que ele, apesar de elogiar a estrutura dos clubes brasileiros na atualidade, fosse morar em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde trabalha com David Salo, técnico acostumado a treinar grandes talentos norte-americanos da natação.

"Um dia como esse (aponta com a mão esquerda para os pingos de chuva) acontece. Imagine ter que cair na água com um tempo assim. Mas, puts, lá (nos EUA) você está treinando ao lado de um campeão olímpico, você vê o cara na raia indo nadar e vai também", justificou o Rei da Copa do Mundo de piscina curta deste ano, com 22 medalhas, sendo 19 de ouro e três de prata.

Decisão de não ir a Dubai

Com índices garantidos para nadar o Mundial de piscina curta, Thiago conversou com Coracy Nunes Filho, presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, e optou por se preparar para 2011, até por já ter conquistado medalhas na edição de 2004, em Indianápolis.

"Fiz um polimento (período de descanso progressivo que antecede as competições) para o Pan-Pacífico, em agosto, e depois fiquei três meses mantendo sem base de treino, sem musculação, durante as etapas da Copa do Mundo. Se eu fosse para o Mundial, em Dubai, eu ficaria quase cinco meses nisso, e Xangai está aí, será em julho", acrescentou o nadador do Corinthians.

A decisão de não competir, porém, foi difícil. "Assisti à prova de 200m medley ontem (sexta-feira), o Ryan (Lochte, dos Estados Unidos) fez 1min50s (1min50s08, novo recorde mundial), fiquei impressionado, está em uma fase maravilhosa. Deu uma coçada. Assistir de fora... Deu vontade de ajudar o Brasil no quadro de medalhas, mas no ano que vem vou a Xangai", fianlizou.

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