iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

Mais Esportes

19/10 - 10:03

Com novo apoio, Orlando Silva projeta G10 ao esporte brasileiro

Petrobras vai investir no crescimento de modalidades como taekwondo, que deu medalha ao Brasil em Pequim 2008 

Gazeta Esportiva

O anúncio de um volumoso patrocínio de R$ 265 milhões da Petrobras a modalidades consideradas carentes, como boxe, esgrima, remo, taekwondo e levantamento de peso, mostra a possibilidade de crescimento do esporte brasileiro nos próximos anos. Ainda assim, a ordem é evitar um otimismo exacerbado em relações à conquistas de medalhas olímpicas.

Para os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, os dirigentes esportivos reconhecem que os reflexos do novo apoio serão pequenos. Para a competição de 2016 no Rio de Janeiro, o ministro do Esporte, Orlando Silva, também rechaça uma pressão por uma chuva de medalhas. "Eu sigo o que foi colocado pelo Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro. Nossa melhor colocação no quadro de medalhas é o 16º lugar. Um belo objetivo seria ficarmos entre os dez melhores", explicou.

Na análise de Orlando Silva, o Brasil não pode pensar apenas em resultados nas disputas de alto rendimento quando recebe o investimento no esporte. "Olhamos para os dois lados da moeda. Além de pensarmos em medalhas e cobrarmos pelo sucesso dos atletas de alto rendimento, queremos que o esporte faça parte do cotidiano das pessoas", ressaltou.

No projeto Petrobras Esporte e Cidadania, a ordem é modificar a cultura do Brasil em relação a esportes coletivos. Além do futebol, modalidades como vôlei (de quadra e de praia), futsal e basquete têm espaço na cultura dos brasileiros, tanto na torcida como na prática durante o dia a dia. Já as disputas individuais vivem de momentos isolados ou o nascimento de fenômenos, como é o caso de Gustavo Kuerten no tênis. 

Contudo, são justamente as modalidades menos conhecidas no Brasil que ajudam a transformar uma nação em potência esportiva. Nas última edição das Olimpíadas, boxe, esgrima, remo, taekwondo e levantamento de peso ofereceram, juntas, 174 medalhas (58 de ouro) entre disputas individuais e por equipes. Desse total, o Brasil ganhou somente um bronze com Natália Falavigna, na categoria acima de 67 quilos do taekwondo. 

Craque de um esporte coletivo, a ex-jogadora de basquete Paula terá a missão de administrar a verba aos nanicos e reconhece o peso do trabalho para o brasileiro valorizar novas modalidades. "É importante dar atenção a esportes individuais como fazem outros países. Essas cinco modalidades (boxe, esgrima, remo, taekwondo e levantamento de peso) distribuem praticamente 60 medalhas de ouro em Olimpíadas. A China, em 2004, não ganhou nada no levantamento de peso e, quatro anos depois, dominou as competições", comparou.

Em Pequim 2008, o Brasil ganhou três medalhas de ouro, com César Cielo (50m livre - natação), Maurren Maggi (atletismo) e vôlei feminino; quatro de prata, com Robert Scheidt e Bruno Prada (vela), Márcio e Fábio Luiz (vôlei de praia), futebol feminino e vôlei masculino; além de oito de bronze, com Natália Falavigna (taekwondo), César Cielo (100m livre - natação), Ricardo e Emanuel (vôlei de praia), Fernanda Oliveira e Isabel Swan (vela), futebol masculino e os judocas Leandro Guilheiro, Ketleyn Quadros e Tiago Camilo.


Leia mais sobre:

> Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


Topo
Contador de notícias