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12/03 - 15:27

Volta de Schumacher reforça abismo entre tops e "números 2" do esporte mundial
Além do alemão, esportistas como Phelps, Federer e Woods têm considerável vantagem de títulos sobre seus principais concorrentes

Daniel Tozzi, iG São Paulo

O retorno de Michael Schumacher à Fórmula 1 coloca o século 21 como época de uma onda de "melhores da história" em atividade nas principais modalidades esportivas.

Além do piloto alemão, atletas como o tenista Roger Federer, o golfista Tiger Woods e o nadador Michael Phelps têm tamanha vantagem de resultados sobre seus contemporâneos que encontram rivais para seus números apenas entre astros aposentados - e ficam à frente na maioria das comparações.

AP
Michael Schumacher no boxe da Mercedes: maior campeão da Fórmula 1

Fernando Alonso, bicampeão da F-1 e hoje na Ferrari, mal aparece no retrovisor dos sete títulos mundiais de Schumacher. Mesmo mitos da categoria tiveram suas marcas dizimadas pelo alemão. É o caso do argentino Juan Manuel Fangio (cinco títulos mundiais), do francês Alain Prost (51 vitórias, contra 91 de Schumacher) e do brasileiro Ayrton Senna (65 poles, três a menos que o heptacampeão).

No tênis, o suíço Federer detém os recordes de títulos de Grand Slam (16 contra 14 do norte-americano Pete Sampras) e de semanas consecutivas como líder do ranking na era profissional (237). Chegou por um breve período a perder a liderança para o espanhol Rafael Nadal, seu principal rival, mas recuperou o posto ao vencer Wimbledon em 2009.

Outros dois superatletas nem sequer possuem adversários em atividade, ao menos no que se refere ao número de conquistas. E, pela vida útil que ainda têm como atletas, devem ampliar ou bater os recordes que ainda não lhes pertencem.

O norte-americano Michael Phelps, 24 anos, é o maior campeão da natação numa única edição dos Jogos Olímpicos. Faturou oito ouros em Pequim-08, um a mais que o seu mítico compatriota Mark Spitz obteve em Munique-72. De quebra, já bateu os recordes mundiais das provas que participa em 37 oportunidades.

Mesmo afastado do golfe por conta de problemas pessoais que, por se tornarem públicos, acabaram por lhe custar vários patrocinadores, o norte-americano Tiger Woods, 34 anos, segue sem concorrentes pela liderança do ranking mundial. É o maior vencedor de etapas do PGA Tour, e em número de títulos fica atrás apenas das lendas Jack Nicklaus e Walter Hagen.

Também é creditado a Woods, filho de pais mestiços, o surgimento de um grande e inédito interesse pelo golfe, especialmente entre as minorias raciais e jovens nos Estados Unidos.

Já foram melhores, mas seguem soberanos

Vencedor sete vezes seguidas da Volta da França, o norte-americano Lance Armstrong se aposentou em 2005, ano do seu último título na competição. Havia deixado para trás os cinco títulos de ciclistas como o espanhol Miguel Induráin e o francês Bernard Hinault.

AP
Lance Armstrong ainda pedala para voltar ao topo do ciclismo mundial

Armstrong surpreendeu e decidiu voltar a competir em 2008. Mas, ao menos por enquanto, não recuperou o posto de melhor do mundo. Seu melhor resultado na prova foi um terceiro lugar na edição de 2009, vencida pelo espanhol Alberto Contador.

O surfe também tem um rei que, se hoje não lidera o ranking, segue como recordista absoluto de todas as marcas da modalidade. Eneacampeão mundial, Kelly Slater acompanha a evolução da modalidade há duas décadas. Raramente esteve fora do topo.

Deixou o circuito temporariamente em 1998, quando já era hexampeão mundial. Retornou em 2003 e venceu as temporadas de 2005, 2006 e 2008. No ano passado, acabou o ASP Tour na sexta posição. Largou em 2010 na 22ª posição, dando espaço a Tah Burrow e C.J. Hobgood. 

Coletivos mostram equilíbrio

A regra de "falta de concorrência" não se aplica a algumas modalidades entre as mais populares, como o futebol e o basquete, por exemplo.

AP
Melhor da história do basquete, hoje Jordan se diverte como proprietário de time na NBA

Desde Ronaldinho Gaúcho, em 2005-06, nenhum jogador de futebol é reeleito pela Fifa como o melhor do mundo. Kaká, Cristiano Ronaldo e Messi foram eleitos desde então. Neste ano, o ingês Wayne Rooney desponta como mais forte candidato na eleição. Historicamente, Pelé segue como o número 1 para a maioria dos fãs, enquanto há forte dissidência pelo argentino Diego Maradona.

No basquete, é consenso que Michael Jordan, mesmo não sendo o maior cestinha da história - mérito que cabe a Kareem Abdul-Jabbar, com 38.387 pontos -, é o melhor jogador de todos os tempos. Kobe Bryant, do Los Angeles Lakers, e LeBron James, do Cleveland Cavaliers, disputam de maneira acirrada o posto de melhor da atualidade.


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