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27/01 - 22:23

Judocas comemoram mudança de regra em ano de corrida olímpica

Federação Internacional de Judô proibiu a utilização da "catada de pernas", técnica em que o judoca agarra a perna do adversário

Gazeta Esportiva

Tentando resgatar o judô clássico, a Federação Internacional de Judô proibiu a utilização da "catada de pernas", técnica em que o judoca agarra a perna do adversário. A mudança na regra, que entrou em vigor este ano, foi aprovada pelos judocas brasileiros que, a partir de maio, começam a disputar uma vaga nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

"O que a gente tava vendo era tudo menos judô, de tanta coisa que estava acontecendo. Tinha catada de perna, outros recursos", justificou Tiago Camilo, após treino da seleção brasileira em São Paulo nesta terça-feira. "Agora a gente está voltando ao que era o judô no começo, que é plástico e, acima de tudo, faz o judoca procurar sempre o ippon [golpe perfeito]", complementou o atleta, medalha de prata nas Olimpíadas de Sidney-2000, quando competia entre os leves (-73kg), e bronze em Pequim-2008, na categoria meio-médio (-81kg).

Outro medalhista olímpico que aprova a ideia é Leandro Guilheiro. Bronze em Atenas-2004 e Pequim-2008 na categoria leve, o judoca de Suzano passa a competir entre os meio-médios este ano e mostra alívio com o veto ao golpe. "No meu estilo de luta influencia pouco, porque eu nunca fiz esses golpes, até ajuda porque eu me sinto menos vulnerável", explicou.

No entanto, Guilheiro admitiu que também tomará alguns cuidados agora que a nova regra entrou em vigor. "Só tem que tomar cuidado com punição porque às vezes a gente involuntariamente pega na perna".

A expectativa é que a proibição da catada de pernas ajude o judô brasileiro a conquistar mais medalhas em competições internacionais. "Tem muitos atletas europeus que agora têm seu ponto forte um pouco enfraquecido", celebrou Luciano Corrêa, campeão mundial dos meio-pesados (-100kg) no Rio de Janeiro-2007. "Mas pode ter certeza que nas próximas competições eles vão vir com alguma coisa nova, que a gente não espera", alertou Guilheiro.

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