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30/08 - 08:55

Campeão mundial cai e Hernandes mantém Brasil vivo
Luciano Corrêa foi superado com um wazari no golden score pelo mongol Temuulen Battulga, na sua terceira luta

 

Gazeta Esportiva

AMSTERDAN (Holanda) - Campeão mundial no Rio de Janeiro em 2007 e líder do ranking da Federação Internacional de Judô (FIJ), o meio-pesado (-100kg) Luciano Corrêa foi eliminado do Mundial da Holanda na manhã deste domingo. Desta forma, apenas o pesado (+100kg) Daniel Hernandes mantém o Brasil vivo no torneio.

De volta à seleção após perder seu posto para o jovem Gabriel Schlittler, Hernandes estreou com vitória por imobilização sobre o grego Vassileos Iliadis. Em seguida, superou o sul-coreano Soo-Whan Kim por ippon. Na sequência, chegou a ter um yuko de vantagem sobre Abdullo Tangriev, mas levou um ippon do vice-campeão-olímpico.

Como chegou às quartas de final da competição disputada em Roterdã, Hernandes, ouro no Grand Slam do Rio de Janeiro, está automaticamente garantido na repescagem. Nas últimas oito edições do Mundial, apenas em Munique-2001, a delegação nacional voltou sem medalha.

Já Luciano Corrêa começou com vitória por ippon contra o grego Dionysios Iliadis. Na segunda luta, ele venceu o chileno Italo Cordova em apenas 13 segundos. No terceiro combate, no entanto, foi superado com um wazari no golden score pelo mongol Temuulen Battulga.

"Na luta contra o mongol, ele fez um golpe de catada de perna e tenho um pouco de dificuldade em lutar com judocas de baixa estatura. Isto é um dos pontos que terei que trabalhar na volta para o Brasil. Foi uma das melhores preparações que já fiz e saio daqui muito chateado com esta derrota", lamentou.

Em uma prova de sua regularidade, Luciano disputou quatro finais de eventos internacionais nesta temporada. No Minas Tênis Clube, durante a etapa brasileira da Copa do Mundo, o judoca levou o ouro. Após a eliminação, o cabeça de chave número 1 do Mundial da Holanda garante que a pressão não atrapalhou.

"Não senti nenhuma dificuldade em lutar como campeão mundial e não sofri qualquer tipo de pressão neste sentido. Estava bem fisicamente no golden score e foi mérito do meu adversário ter vencido a luta. Acredito que toda a equipe do Brasil se empenhou ao máximo e acho injusto fazer comparações com o Mundial do Rio ou do Egito", diz, lembrando que houve mudanças nas regas e no sistema de disputa.

A pesado (+78kg) Rochelle Nunes também lutou na manhã deste domingo, mas caiu na estreia ao ser derrotada por ippon pela cubana Idalis Ortiz. Com os quintos lugares de Sarah Menezes (-48kg) e Rafaela Silva (-57kg), o judô feminino fez sua melhor participação desde 2003, quando Edinanci Silva foi bronze no Japão.

"O que falta para elas é maturidade. Apenas isto. As atletas da seleção fizeram um bom mundial e a medalha não veio por pequenos detalhes. Estamos no início de um novo ciclo olímpico e este resultado me deixa otimista para o futuro", diz Rosicléia Campos, técnica da seleção feminina.


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