iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

Mais Esportes

24/08 - 18:34

Brasil luta em Roterdã para repetir sucesso do Rio

13 representantes nacionais tentarão, no mínimo, igualar o recorde de quatro medalhas obtidas na edição de 2007

Gazeta Esportiva

ROTERDÃ (Holanda) - Um dos esportes que mais deram conquistas para o Brasil na história, o judô tentará angariar mais algumas medalhas a partir desta quarta-feira, com o início do Mundial de Roterdã (Holanda). Até o próximo domingo, os 13 representantes nacionais tentarão, no mínimo, igualar o recorde de quatro medalhas obtidas na edição do Rio de Janeiro, em 2007.

Na ocasião, o Brasil subiu ao ponto mais alto do pódio em três oportunidades, com o meio-leve João Derly, o meio-médio Tiago Camilo e o meio-pesado Luciano Corrêa. Por sua vez, o pesado João Gabriel Schilittler conquistou a medalha de bronze. "Fazer de novo que nós fizemos no Rio de Janeiro é muito difícil, mas a intenção é conseguir o mesmo número de medalhas, independente da cor", afirma Luiz Shinohara, técnico da seleção masculina.

Com o bicampeão mundial Derly fora da disputa devido a uma lesão no abdômen (ele será substituído por Leandro Cunha) e Camilo agora lutando entre os médios, Luciano Corrêa será o único a defender genuinamente o título obtido no Brasil, dois anos atrás.

Ele, porém, garante não se importar com a pressão. "Vejo isso como um fator positivo e não pelo lado da cobrança: se já ganhei o Mundial de uma vez, posso ganhar de novo", afirma o atleta, que reforçou o trabalho psicológico após ser apenas o nono colocado nas Olimpíadas de Pequim. "Fiquei bem chateado. Fiz uma reestruturação em vários aspectos e acho que tiramos uma lição disso. Vamos ver agora", emenda.

Há dez meses competindo entre os médios, Tiago Camilo terá pela frente o primeiro grande teste na nova categoria. "Está sendo tudo novo para mim: o ganho de peso, de massa muscular...", admite o atleta, que prefere não estabelecer grandes metas para a disputa holandesa. "Sei que toda adaptação leva um tempo, então o meu objetivo é lutar bem. O meu desempenho vai ser mais importante que o resultado", assegura.

Justamente por isso, Tiago garante que não vai mudar seus planos mesmo que tenha uma performance ruim no Mundial. "Já está decidido que tudo o que eu fiz na categoria até 81kg ficou para trás. Não será uma derrota ou um resultado negativo que vai me fazer desistir. Acontecendo um resultado bom ou não, o objetivo lá na frente é o mais importante para mim", comentou.

Dono de dois bronzes olímpicos, Leandro Guilheiro finalmente livrou-se de uma série de lesões que o atrapalhou ao longo dos últimos anos. Desde 2004, foram nada menos que seis operações: punho, quadril, ombro direito, ombro esquerdo, joelho e mais recentemente coluna. Sem mais nenhum problema físico, ele garante estar mais forte do que nunca.

"Hoje eu me sinto pronto para lutar o Mundial, algo que nunca havia acontecido antes porque sempre estava machucado", confessa o atleta, de 26 anos. "Na Olimpíada, por exemplo, eu só conseguia fazer um golpe, o único que não me fazia sentir dor nas costas. Passei a cuidar mais do meu corpo e, desde então, é como se eu tivesse reaprendido a lutar judô. Estou usando mais o meu repertório", comentou Guilheiro, que diz que a melhora veio a partir do momento em que ele passou a treinar menos intensamente.

A aposta verde-amarela ficará por conta de Nacif Elias. Com apenas 20 anos, o capixaba deixou o experiente Flavio Canto de fora do Mundial e que manter a sina de novatos vencedores do judô brasileiro, caso de Camilo, prata em Sidney-2000 com apenas 18 anos e Ketleyn Quadros, que aos 21 tornou-se a primeira mulher brasileira medalhista olímpica em modalidades individuais, com o bronze em Pequim. "E eu vou lutar pelo ouro. Desde que eu era pequeno, saia chateado quando não vencia uma competição", avisa.

Do outro lado, a experiência estará representada através do ligeiro Denílson Lorenço, o mais velho da seleção, com 32 anos, e Daniel Hernandes, que possui quatro Mundiais no currículo - curiosamente ele ficou com a quinta colocação em todos eles.

"O ouro desta vez não está longe", avisa o peso pesado Hernandes, que recuperou a vaga na seleção perdida em 2007 para João Gabriel Schlittler. Passou por lesões no cotovelo e joelho, mas voltou com tudo, sendo o único brasileiro a conquistar o ouro no Grand Slam do Rio, este ano, competição na qual venceu o russo Alexander Mikhaylin, tricampeão mundial e o japonês Yasuyuki Muneta, duas vezes melhor do mundo.

"Estava precisando de um bom resultado para dar uma animada", admite Daniel, que, no entanto, não se ilude com o bom resultado conquistado em casa. "Foi uma competição que deu uma moral boa, mas não para chegar lá já se achando o campeão. Tem que ir para lá com o pé embaixo, mas com muita vontade. Entre ouro, prata e bronze, a diferença é pequena", analisa.


Leia mais sobre:

> Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG


Topo
Contador de notícias