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19/08 - 08:48

Luciano Corrêa aposta no aspecto psicológico para conquistar o bi

"Principalmente nestas últimas duas semanas até o campeonato o que conta mais é a parte mental", comentou o atleta

Gazeta Esportiva

ROTERDÃ (Holanda) - Campeão mundial de judô na categoria meio-pesado em 2007, Luciano Corrêa pretende usar a força psicológica como uma de suas principais armas na edição 2009 do torneio, que vai de 26 a 30 de agosto, em Roterdã (Holanda).

"Principalmente nestas últimas duas semanas até o campeonato o que conta mais é a parte mental", comentou o atleta, que há quatro anos conta com o auxílio do psicólogo do esporte Dietmar Samulski. "Usamos técnicas de respiração para eu ficar tranquilo e conseguir desenvolver o meu melhor", explicou.

Definindo a si próprio como uma pessoa muito ansiosa, Luciano relata a importância da cabeça em seu desempenho no tatame. "Quando você fica muito tenso antes das competições não consegue dar todos os golpes que sabe, fica preso. Isso atrapalha muito", analisou. Na aclimatação da equipe brasileira em Paris, o judoca pretende estudar calmamente a sua chave, assim como mentalizar as possíveis lutas que terá pela frente.

Nono colocado nas Olimpíadas de Pequim, Corrêa cita a competição chinesa como um exemplo de como não basta apenas estar bem fisica e tecnicamente. Logo em sua primeira luta na ocasião, ele acabou derrotado pelo holandês Henk Grol por ippon e não conseguiu se recuperar a tempo de buscar o bronze.

"Nunca estive tão bem preparado quanto para Pequim, mas eu fui surpreendido. Não esperava que a minha primeira luta fosse daquela forma. Ter perdido ali pesou bastante, pois eu não soube me resgatar na hora da repescagem", comentou o brasileiro.

A decepção na China fez com que Luciano reforçasse o trabalho psicológico, cujos resultados serão testados agora, no Mundial. "Fiz uma reestruturação sobre o que eu poderia melhorar, não só nesta parte, mas também na de tática e de físico. Acho que tiramos uma lição disso", afirmou o líder do ranking mundial em sua categoria.

Pelo menos em um aspecto, ele garante já estar bem resolvido para o Mundial: o fato de ser o único brasileiro com a missão de defender a conquista obtida no Rio de Janeiro, dois anos atrás - João Derly, contundido, não vai tentar o tri, enquanto Tiago Camilo deixou a categoria meio-médio para competir entre os médios.

"Estou levando isso para me ajudar e não atrapalhar. O título já passou, é um lance que ninguém vai tirar mais. Não vejo isso pelo lado de as pessoas me cobrarem, mas sim como um fator positivo. Se eu já alcancei o ouro, posso alcançar mais uma vez", destacou.


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