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17/08 - 21:13

Brasil conta com "espião francês" para se dar bem no Mundial de judô

"Nosso estrategista fez contato com um francês que tem imagens de lutas de todo mundo, quem quer que você imagine", revelou o técnico da seleção masculina

Gazeta Esportiva

GUARULHOS - Esporte que rendeu três ouros e um bronze no Mundial do Rio de Janeiro, em 2007, o judô sonha em repetir a performance na edição 2009 da competição, que começa no dia 26 de agosto, em Roterdã (Holanda). E, para alcançar este objetivo, a estratégia verde-amarela conta até mesmo com um "espião francês".

"Diferentemente das outras vezes, agora vamos poder contar com o trabalho do Leonardo Mataruna, nosso estrategista. E ele já fez contato com um francês que tem imagens de lutas de todo mundo, quem quer que você imagine", revelou o técnico da seleção masculina, Luiz Shinohara, nesta segunda-feira, no aeroporto de Cumbica.

De Guarulhos, Shinohara embarcou justamente para a França no início da noite, ao lado de toda a delegação brasileira - somente Rafaela Silva, o coordenador técnico Ney Wilson e a técnica da seleção feminina, Rosicléia Campos saíram do Rio de Janeiro. O grupo permanecerá em Paris até o dia 24 para aclimatação na estrutura disponibilizada pela Federação Francesa de Judô. Trata-se, na verdade, de uma permuta entre os dois países.

"Fizemos um acordo de colaboração e nós passamos os vídeos que temos dos países da Pan-america e eles passam os do resto do mundo para a gente", destacou o treinador. Além disto, ele explica, a concentração na Europa tem por objetivo adaptar os brasileiros às quatro horas de fuso horário e "blindar" o grupo.

"Esse isolamento é até para o atleta não se deslumbrar demais com Paris, Roterdã, lugares onde muitas vezes ele nunca esteve", explicou o treinador. "O tempo até o Mundial é bom para a gente criar essa estratégia frente a adversários, com vídeos. Lógico que isso não é o fator que faz ganhar lutas, mas no nível que o pessoal está qualquer coisa a mais pode fazer a diferença", explicou.

Duas vezes medalhista olímpico de bronze (Atenas-2004 e Pequim-2008), o leve Leandro Guilheiro observa que a partir de agora, os judocas irão apenas fazer treinos curtos, de baixa intensidade. "É o momento de polimento. Todo o volume forte de treino foi até semana passada e agora ele cai drasticamente para o corpo descansar e sentir a velocidade e a resistência para o qual ele foi treinado", explicou o atleta. "Vamos somente lapidar as técnicas, como se fosse o ajuste fino", emendou.

Para a também leve Érika Miranda, os dias que antecedem o Mundial são importantes para colocar todos no "clima" da competição. "Ficando no Brasil, pode acontecer de você estar na preparação e uma amiga ligar te convidando para uma festa. Mesmo que você não vá fica pensando o que aconteceu na festa", brinca a judoca. "Lá em Paris, não: todo mundo vai estar com o mesmo objetivo, priorizando somente os adversários", destacou.


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