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13/08 - 12:24

Para dirigente, brasileiras terão mais chances de quebrar jejum no boxe
Uma das modalidades mais antigas do programa olímpico - faz parte dele desde 1920, na Antuérpia -, o boxe era também a única a ser unissex

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Contando até aqui apenas com a solitária medalha de bronze de Servílio de Oliveira nas Olimpíadas de 1968, o boxe brasileiro recebeu um novo incentivo para quebrar esse jejum nesta quinta-feira. Agora que o COI (Comitê Olímpico Internacional) confirmou as mulheres como também praticantes do esporte em Londres-2012, o país aumentou suas chances de brigar pelo pódio, conforme avaliou o presidente da Confederação Brasileira de Boxe, Mauro Silva.

Uma das modalidades mais antigas do programa olímpico - faz parte dele desde 1920, na Antuérpia -, o boxe era também a única a ser unissex, informação que não vale mais a partir desta quinta, quando a cúpula do COI se reuniu em Berlim para decidir que a versão feminina começará a ser disputada na próxima edição dos Jogos.

Segundo Mauro Silva, a notícia é bastante favorável ao Brasil, já que as mulheres canarinhas terão ainda mais possibilidades de disputar medalhas nas próximas Olimpíadas que os homens. Vale lembrar que eles em Pequim-2008 ficaram próximos do terceiro lugar em duas oportunidades, com Washington Silva e Paulo Carvalho, ambos eliminados nas quartas de finais.

Para mostrar tanta confiança, o mandatário aposta no bom retrospecto recente: nas últimas quatro edições do Campeonato Pan-americano de boxe, em três as brasileiras faturaram ao menos um título. Na na última, há um ano em Trinidad e Tobago, quem mais se destacaram foram Adriana Araújo, campeã da categoria até 60kg, e Tayná Araújo, que repetiu o feito até 57kg. "Já temos um nível mundial e capacidade de brigar por medalhas, até mais que entre os homens", afirma o dirigente, lembrando que na disputa masculina a concorrência é mais forte.

Além disso, uma esperança ainda motiva a opinião de Silva. Sendo o esporte olímpico a partir de Londres, ele acredita que o apoio financeiro à modalidade aumentará, passando inclusive pela Lei Agnelo/Piva. "Não faria sentido dividir o que ganhamos da lei entre homens e mulheres. Devemos ter uma nova verba", aponta.

Mesmo com menos dinheiro que no masculino, o pugilismo feminino já conta com uma seleção atualmente formada por nove atletas, que se preparam para a disputa do próximo Pan-Americano, em outubro no Equador. A novidade anunciada pelo COI, porém, promete balançar a modalidade, visto que mesmo antes dessa confirmação a CBBoxe já vinha reunindo esforços para criar um centro de treinamento em São Paulo.

"Antes as meninas recebiam bolsa-atleta, mas arcavam com clubes, academias e técnicos, faltava apoio financeiro. Agora as coisas mudam, pois elas têm os mesmos direitos e nível de atenção dos homens", diz Mauro Silva, que pretende planejar uma equipe permanente cedendo acomodação, alimentação e preparação física, técnica e mental às atletas. A iniciativa, nesse caso, seria parecida à do time masculino, que já usufruem de um local de treinamento em Santo André há oito anos.


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