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25/06/2009 - 17:45

Para dirigente, Copa Petrobras pode incentivar clubes brasileiros de handebol

Competição sub-14, que envolverá escolas de todo o país, pode alterar panorama da escassez de entidades com a modalidade

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - Apesar de suas seleções, tanto a masculina quanto a feminina, serem as atuais campeãs Pan-americanas, o Brasil ainda vê um cenário pouco animador no que diz respeito a clubes profissionais de handebol. Contudo, o presidente da Confederação Brasileira de Handebol, Manoel Luiz de Oliveira, acredita que com o lançamento da Copa Petrobras, competição sub-14 que envolverá escolas de todo o país, esta situação pode mudar.

"A Copa Petrobras vai ajudar o handebol em todos os níveis. Ela vem preencher um hiato que existia entre aquele trabalho desenvolvido nas categorias mini (crianças de oito a 12 anos) e os profissionais. Obviamente que a quantidade de clubes que nós temos no país não é tão grande para absorver esta quantidade enorme de atletas, mas com a revelação de jogadores e obtenção de resultados internacionais, vamos consolidar a modalidade no Brasil", explicou Manoel Luiz de Oliveira.

Contudo, enquanto o novo projeto não dá resultados, a situação financeira dos poucos clubes existentes no Brasil é incapaz de manter os principais jogadores no país.

"Nos últimos anos tem ficado mais complicado. Antigamente, aqui em São Paulo, tínhamos de oito ou a dez equipes e, além do nosso salário, recebíamos um auxílio para fazer faculdade. Hoje em dia, isso diminuiu muito e, infelizmente, se você tem uma oportunidade, é melhor deixar o país", explicou Daniela Piedade, que joga no Hypo Niederosterreich, da Áustria, clube com que tem mais três anos de contrato.

Por outro lado, Manoel Luiz de Oliveira acredita que está ida de atletas do Brasil para a Europa será importante para desenvolver o esporte no país.

"No momento, como estamos muito distante do nível europeu, é importante a ida de alguns atletas para jogarem lá fora. Vai chegar um momento em que vamos retê-los aqui, porque já teremos um nível de profissionalização maior, com mais clubes absorvendo estes atletas e com uma competitividade em termos de salário", argumentou o dirigente.

Para Fábio Lazzari, presidente da Federação Paulista de Handebol, o grande problema da modalidade no Brasil é o fato de os atletas que praticam o esporte na escola não terem uma sequência quando acabam os estudos. Função esta que caberia aos clubes. Porém, o dirigente também vê uma boa perspectiva com o surgimento da Copa Petrobras.

"Temos muita participação das crianças no handebol nas escolas. O problema é que quando o aluno termina de frequentar a escola, ele não tem mais continuidade. Talvez com este evento (Copa Petrobras) ocorra uma pressão por uma participação maior dos clubes no handebol", explica Lazzari, para quem, a entrada de times de futebol no handebol seria uma alternativa.

"A força do handebol em São Paulo está em clubes como Pinheiros, Metodista e Hebraica, times que não tem o futebol como principal esporte. Se esses clubes conseguem manter equipes de handebol, os que tem tradição no futebol também poderiam ter uma participação maior no handebol", concluiu.


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