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06/04 - 18:56

Em crise e sem clube, judoca Schlitter pensa em se aposentar

Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, decidiu não patrocinar seus judocas a partir dos próximos meses

Gazeta Esportiva

RIO DE JANEIRO - Um dos maiores destaques do judô brasileiro nos últimos anos, o peso pesado (mais de 100 kg) João Gabriel Schlitter pode abandonar os tatames ainda nesta temporada. Nesta segunda-feira, a Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, decidiu não patrocinar seus judocas a partir dos próximos meses. Sem o incentivo financeiro do clube, Schlitter afirmou que pensa seriamente em trocar o quimono pelos cadernos da faculdade de economia.

"Estou estudando mudar de Estado, mas com essa situação toda, eu penso até mesmo em abrir mão do meu sonho e abandonar o judô. Eu estudo economia há seis anos, e sempre deixei de lado a faculdade para me dedicar ao judô. Acho que agora os papéis vão se inverter", declarou o judoca ao canal de televisão Sportv.

Schlitter retornou de cirurgia há pouco tempo, porém, mesmo assim, o carioca disputou o Campeonato Pan-Americano Sênior, em Buenos Aires, na Argentina. Na competição, o atleta conquistou a medalha de prata dos pesos pesados, sendo derrotado pelo cubano Oscar Brayson, seu algoz no Pan-americano do Rio de Janeiro, em 2007.

Além de Schlitter, o fim das atividades no Gama Filho prejudica outros judocas da seleção brasileira. Medalhista de ouro no Pan-americano de Winnipeg, em 1999, Daniela Polzin também deixará o clube para buscar um novo rumo na carreira.

Há 14 anos no Gama Filho, Polzin mostrou-se chocada com o encerramento do judô na universidade carioca. "Sabíamos que a situação estava difícil, mas não imaginava que seria dessa forma. Estou há 48 horas sem dormir, fazendo a minha mudança", explicou.

Como alternativa à situação, Polzin conclui que este fechamento do Gama Filho só irá acelerar o processo de migração entre os atletas do Rio de Janeiro. Inclusive, o peso médio (até 90 kg) Hugo Pessanha já deixou a universidade e assinou com o Minas Tênis Clube.

"Estou há um mês no Minas Tênis Clube. Porém é complicado morar sozinho, principalmente para os mais novos, desestimula", analisou o judoca sobre a mudança de estado que ocorre no Rio de Janeiro.


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