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11/01 - 13:32

Mudança de regra faz com que CBJ suspenda seletivas
O motivo é a mudança na forma de classificação da modalidade para os Jogos de Londres, em 2012

Gazeta Esportiva

SÃO PAULO - A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) anunciou que não fará seletivas para a formação da seleção brasileira no começo deste ano, como sempre acontece. O motivo é a mudança na forma de classificação da modalidade para os Jogos de Londres, em 2012.

A Federação Internacional da modalidade (FIJ) determinou que, ao contrário dos outros ciclos olímpicos, quando a disputa começava apenas dois anos antes dos Jogos e a vaga era do país, quem se classifica para Londres-2012 é o atleta. Com isso, ele terá que ir bem em competições ao redor do mundo para conseuir uma boa posição no ranking mundial.

Desta forma, a CBJ só fará uma rápida seletiva entre os médios masculinos (até 90kg), já que o campeão mundial Tiago Camilo agora competirá nesta categoria e há quatro atletas ainda em disputa. Os outros pesos seguirão com três judocas em atividade, os mesmos começaram 2009 no processo olímpico (titular e reserva de Pequim-2008 e vencedor da Seletiva de Vitória 2008), totalizando 42 atletas. A participação deles nas competições será determinada pela entidade.

“Qualquer novidade, à primeira vista, pode causar rejeição. Mas se as mudanças são boas ou ruins, só o tempo dirá”, comentou o presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Paulo Wanderley Teixeira. “Não estamos inventando nada, estamos nos enquadrando num processo de mudança mundial”, frisou o dirigente.

“As adaptações e dificuldades não são uma exclusividade do Brasil, são do mundo todo”, enfatiza o coordenador técnico internacional da CBJ, Ney Wilson.

Com a vaga sendo nominal ao atleta, será necessário dar volume de competição para os judocas para que marquem pontos no ranking mundial. Em 30 de abril de 2012 serão conhecidos os 22 homens e 14 mulheres em cada uma das 14 categorias de peso (sete femininas, sete masculinas) com passaporte carimbado para a Inglaterra, respeitando-se o limite de um por país. Caso haja dois representantes da mesma nação, cabe à Confederação Nacional determinar aquele que irá aos Jogos

A esses 252 atletas se juntarão os 14 do país sede, 20 convites da Federação Internacional e outros 100 atletas classificados através de um ranking único (de gênero e categoria) de cada união continental (na Pan-América são 21 vagas, 13 no masculino e 8 no feminino, respeitando-se no máximo de dois indicados por categoria e um no máximo por país entre homens e mulheres).

“Vai ser mais complicado lutar por uma vaga no continente do que no ranking mundial”, lembra Ney Wilson, lembrando que no último ciclo havia 56 vagas para Pan-América através de um ranking próprio, além da classificação direta pelo Campeonato Mundial, o que não ocorrerá mais.

A alteração no método de classificação faz com que o ano do judô mundial agora se encerra em 30 de abril. Assim, o primeiro “ano” de competição vai de 1 de janeiro de 2009 a 30 de abril de 2009. O segundo “ano” vai de 1 de maio de 2009 a 30 de abril de 2010. O terceiro começa em 1 de maio de 2010 e termina em 30 de abril de 2011 e o último é de 1 de maio de 2011 a 30 de abril de 2012.

Apenas os campeonatos mundiais, Masters, Grand Slams, Grand Prix, Copas do Mundo e campeonatos continentais disputados nesse período contam pontos para a lista final. No ranking de 2012, os pontos conquistados no primeiro terão sido desvalorizados em 75% (ou seja, quem marcou 100 pontos até maio de 2009 terá apenas 25 pontos em abril de 2012). Os do segundo ano valerão 50%, do terceiro ano 75% e os do último ano terão seu peso integral de 100%.

*Corrigida às 13h28


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