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Em entrevista ao iG, a estrela do reality show The Ultimate Fighter comentou como foram as gravações do programa

Wanderlei Silva voltará a lutar contra Belfort no Engenhão
Getty Images
Wanderlei Silva voltará a lutar contra Belfort no Engenhão
O veterano Wanderlei Silva assumiu uma importante missão no reality show “The Ultimate Fighter Brasil” com Vitor Belfort . O “Cachorro Louco” terá que introduzir o UFC para uma nova gama de fãs no país e romper antigos preconceitos em relação ao esporte. Mas de acordo com o atleta de 35 anos, isso não irá esconder o seu lado “esquentado” com direito a polêmicas com o rival ao longo da temporada.

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“Sou meio esquentado às vezes e fico mais exaltado. Ainda mais por não gostar de ter muito contato com meus próximos adversários. Quero que o pessoal entenda que é algo da minha personalidade. É uma virtude ou erro meu. Não consigo fingir nada e espero que as pessoas entendam. Vai ter de tudo”, afirmou o lutador, que estreou como protagonista do show da Globo no último domingo.

Vitor Belfort, Dana White e Wanderlei Silva assistem aos lutadores do TUF Brasil
Divulgação TUF Brasil
Vitor Belfort, Dana White e Wanderlei Silva assistem aos lutadores do TUF Brasil
Em entrevista ao iG , Wanderlei Silva falou a respeito das gravações do programa e da expectativa de participar do UFC no estádio do Engenhão em junho. Além disso, ele aproveitou para elogiar Anderson Silva e o comparou a importância do ex-companheiro à mesma de Pelé no futebol.

Confira os principais trechos da entrevista com Wanderlei Silva:

iG: Como foi a experiência de protagonizar o primeiro reality show do UFC no Brasil? Foi do jeito que você esperava?
Wanderlei Silva:
Foi muito legal. Mais cansativo do que eu esperava, mas foi uma experiência muito boa. Passei A minha imagem verdadeira e fui eu mesmo. Espero que o pessoal goste. Pratico esse esporte há muito tempo e tentei transmitir minha lição de vida. Às vezes alguns podem achar algo que não é tão correto ou que é correto, mas fui eu mesmo sempre.

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iG: E qual avaliação você faz dos lutadores participantes do TUF Brasil?
Wanderlei Silva:
A escolha dos atletas foi muito boa e eles chegaram lá em um nível muito alto. A principal característica do atleta brasileiro é a raça e eles foram muito raçudos. Mas eles também eram boas pessoas. Tinha o mais sério, o mais engraçado, o mais relaxado, vários personagens. Fiz bons amigos e eles são pessoas que vão fazer o Brasil todo gostar do esporte e mostrar o MMA para espectadores que nem sabem que ele existe.

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iG: Com o fim de todas as gravações, o que você pode destacar do show?
Wanderlei Silva:
Eu mais aprendi do que ensinei. Me identifiquei muito com os atletas. Praticamente todos vieram de uma origem bem humilde e sei o que eles passaram... toda a pressão. Eles foram para lá representar a família e eram vistos em casa como uma esperança de melhora. Tinham uma carga imensa nas costas e aprendi muito com isso.

iG: O que o espectador leigo em MMA pode esperar do programa?
Wanderlei Silva:
Ele vai conhecer como é a rotina verdadeira de um atleta. Como ele treina, como se porta na vitória e na derrota. Ganhar é fácil. Mas o que você faz na derrota? Todo mundo sofre algumas derrotas na vida e é depois dela que você mostra se é superior ou não. Todos deram uma lição de garra e perseverança.

Wanderlei Silva é um dos lutadores mais queridos dos fãs no Brasil
Getty Images
Wanderlei Silva é um dos lutadores mais queridos dos fãs no Brasil

iG: E como foi o relacionamento com o Vitor Belfort? Vocês se provocaram muito?
Wanderlei Silva:
Olha, provocação teve. Mas é surpresa. Sou um atleta que está neste esporte há 21 anos. Comecei como adolescente e vivo isso até hoje. Às vezes uma pessoa tem um tipo de postura e outras não. Sou meio esquentado às vezes e fico mais exaltado. Ainda mais por não gostar de ter muito contato com meus próximos adversários. Quero que o pessoal entenda que é algo da minha personalidade. É uma virtude ou erro meu. Não consigo fingir nada e espero que as pessoas entendam. Vai ter de tudo.

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Wanderlei Silva não quer se aposentar aos 35 anos de idade
UFC
Wanderlei Silva não quer se aposentar aos 35 anos de idade
  iG: Como você analisa a revanche contra o Belfort?
Wanderlei Silva:
Agora é que vou começar a treinar mesmo. É um combate muito importante para mim e vou ter que treinar mais do que nunca. Gosto de enfrentar caras bons. Caras como ele fazem a gente treinar mais. Estou muito motivado e espero honrar a torcida. Estou estudando o jogo dele e preparando algumas surpresas. Eu sei que ele lê as matérias do iG e não posso revelar muita coisa. Mas o pessoal pode esperar um Wanderlei muito bem motivado e preparado para vencer.

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iG: O combate será no Engenhão. Lutar em um estádio de futebol muda alguma coisa?
Wanderlei Silva:
Acho ótimo, será um evento muito grande. Um dos maiores da história e estou muito feliz de fazer parte dele. Peço que todos orem por mim, pois vou dar um grande espetáculo. Sempre quis lutar em um UFC no Rio e sabia que não poderia me aposentar sem isso. O torcedor brasileiro sabe de tudo o que eu passei, pelas glórias, tristezas e emoções. Quero retribuir todo o apoio que recebi.

iG: E como você analisa a principal luta do UFC 147 entre o Anderson Silva e o Chael Sonnen?
Wanderlei Silva:
O Anderson é o nosso campeão. Por aqui temos lutadores como o José Aldo, o Cigano, o Shogun, o Lyoto e todos contribuíram para essa explosão do UFC. Mas o principal personagem e responsável por isso é o Anderson. Em todos os esportes, de tempos em tempos, surge um cara extraordinário como o Pelé e o Senna. O Anderson é um deles. Ele vai ganhar a luta de novo, mas será bem mais fácil. Antes do terceiro round, agora vai ser bem diferente.