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Lutador brasileiro e seu treinador não se impressionam com tamanho do desafiante ao título pesado do UFC, Alistair Overeem

A vitória por nocaute sobre Brock Lesnar no UFC 141, em Las Vegas, deixou no gigante Alistair Overeem a sensação de invencível. Com 119 kg bem distribuídos em um físico muito bem trabalhado na academia, o striker holandês passa a ser oficiosamente o adversário de Júnior Cigano na luta pelo cinturão dos pesados do UFC. O título pertence ao brasileiro, que mesmo 11 kg abaixo não teme o ex-campeão do K1 – principal evento de trocação do mundo.

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“Ele é grande, mas não é dois. Respeito o Overeem, é um grande lutar e já provou isso. Mas o tamanho dele não me assusta. Estou me preparando para encará-lo em forma e sem lesão”, disse Cigano, na manhã desta quarta-feira, na praia da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, por ocasião de um evento promocional para o UFC Rio, sábado, na Arena HSBC .

Cigano concedeu entrevista e distribuiu autógrafos para os fãs durante um treino aberto de José Aldo, Vitor Belfort, Chad Mendes e Anthony Johnson, que farão as duas principais lutas do segundo evento do UFC no Rio.

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Cigano treinou na praia carioca nesta quarta-feira, mas não luta no UFC Rio de sábado
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Cigano treinou na praia carioca nesta quarta-feira, mas não luta no UFC Rio de sábado

Recuperando-se de uma lesão no joelho, o lutador baiano não dá a mínima para o tamanho do holandês. E quem parte em sua defesa é seu treinador, Luiz Dórea. Técnico dos irmãos Nogueira e de Anderson Silva em seu último combate, Dórea foi uma espécie de mentor de Acelino Popó Freiras quando o brasileiro fez história no boxe. Para o treinador, peso e agilidade não combinam. Daí, segundo ele, a vantagem de Cigano.

“Cigano tem movimentação de peso leve, entra e sai para bater como pese leve, mas com uma pegada na mão acima do normal. O cara grandão tem aquela força momentânea. A gente não teme tamanho nos nossos treinos. Tamanho não intimida”, decretou o treinador do brasileiro.

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Luiz Dórea, o treinador de Cigano
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Luiz Dórea, o treinador de Cigano
Acostumado a treinar seus pupilos para combates contra as principais feras do mundo das lutas, Dórea diz que esta não é a primeira vez que a opinião pública teme um adversários de seus atletas.

“Quando o Cigano enfrentou o Cro Cop (Mirko, croata), todo mundo falou que seria o striker mais perigoso que ele pegaria. E fomos lá e nocauteamos. Então, não tem luta fácil. Tudo é trabalho, e estaremos prontos”, disse Dórea.

Esta, contudo, não será a primeira vez que Dórea treina um atleta seu para enfrentar Overeem. Durante o extinto Pride, Rogério Minotouro enfrentou o antes magrelo lutador em duas oportunidades.

“Na época, ele lutava em 93 kg (peso meio-pesado), e o Rogério venceu as duas lutas. Uma por nocaute e outra por finalização. Já sabemos como ele luta, claro que hoje ele está mais forte, mas não estamos assustados”, diz o técnico.

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