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Psicológico da americana será fator decisivo no combate desta sexta-feira (30) em Las Vegas. Amanda Nunes, por seu turno, tenta se afirmar como legítima campeã dos Galos

“Tema o retorno”. É um slogan e tanto e à altura da mitologia que cerca Ronda Rousey, a lutadora que ousou acreditar ser imbatível. A principal questão que se coloca na iminência do UFC 207, que fecha o ano do maior evento de MMA em Las Vegas e terá transmissão ao vivo do canal Combate a partir das 22h30, é se a americana terá recomposto seu psicológico após o avassalador nocaute sofrido em novembro de 2015, no UFC 193 na Austrália.

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Isso porque por mais que Amanda Nunes, a brasileira atual campeã dos galos entre as mulheres, tenha evoluído, parece suficientemente claro que Ronda Rousey é uma lutadora com muito mais recursos nas artes marciais mistas. Além de ostentar o tempo de reação mais rápido da categoria, de ser excepcional no improviso e mortal nas finalizações, a atleta vem mordida para o octógono.

Amanda Nunes e Ronda Rousey duelam no UFC 207
UFC/Divulgação
Amanda Nunes e Ronda Rousey duelam no UFC 207

Vislumbrando a aposentadoria, Ronda luta por seu legado enquanto que a brasileira – a primeira do País a assinar contrato com o UFC e a primeira a ser campeã do evento – luta por afirmação. Amanda tem um boxe perigoso, mas não tão eficiente quanto, por exemplo, o de Holly Holm. A brasileira tem uma explosão muito semelhante a de Bethe Correia, rival que pouco deu trabalho à americana no UFC 190 no Rio de Janeiro. A leoa baiana, no entanto, tem um ground and pound poderoso e Ronda pode se ver sem tanta liberdade para exercitar seu jogo de chão.

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Qualquer análise dos rumos do aguardado main event do card que fecha o 2016 do UFC passa pelo lado psicológico de Ronda. É notório que ela vem fisicamente muito bem para essa luta, mas isso não é exatamente novidade. A questão é como ela se comportará como desafiante, ciente de que agora não é percebida como uma unanimidade. Contra Holly Holm não soube respirar e continuou andando para frente mesmo com a adversária desferindo golpes.

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Veremos uma Ronda compenetrada, como sempre vimos, mas será uma Ronda consciente de que pode errar e que deve se resguardar? O sucesso desse aguardado retorno da mais completa e técnica lutadora de MMA da atualidade depende de como essas perguntas serão respondidas. Os planos de Dana White para as categorias femininas, inclusive, estão vinculados à vitória de sua outrora principal garota-propaganda.

Soberania à prova

Ronda Rousey à parte, Dominick Cruz é um dos campeões mais dominantes do UFC. O americano que se viu forçado a abrir mão do cinturão por força de uma lesão que o acompanhou por mais de dois anos tem contra o promissor Cody Garbrandt um desafio e tanto. O jovem americano é bom na trocação e tem poder de punch incomum para a categoria dos galos. O comain event do UFC 207 é daqueles que não se pode desviar o olhar.

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