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Shogun e Pezão, que também estarão no card deste sábado, já foram protagonistas de grandes zebras na história do evento. Anderson Silva e Lyoto Machida engrossam a lista na qual a paraibana tenta entrar

Bethe Correia entra no octógono neste sábado na Arena HSBC, no Rio de Janeiro, para tentar mais do que tirar o cinturão de campeã dos galos de Ronda Rousey. Quando a gaiola fechar, a paraibana lutará para fazer história na divisão e se consagrar como uma das maiores zebras de todos os tempos do UFC.

Apesar de ambas estarem invictas, Ronda lidera na bolsa de apostas. De acordo com o site Betboo, quem apostar R$ 10 no triunfo da brasileira vai embolsar R$ 75. Se o mesmo valor for apostado na americana, o retorno será de apenas R$ 11.

Na pesagem, nesta última sexta-feira (31), o clima era de muita provocação entre as duas. Na encarada, Bethe reiterou a agressividade dispensada à adversária: “Não chore, você vai ser nocauteada, meu soco vai entrar em você”. Já Ronda encerrou sua entrevista pós-pesagem dizendo que o público verá hoje sua melhor luta e a pior de Bethe. “Será devastadora”.

Na expectativa pelo UFC 190, o iG Esporte selecionou as últimas cinco grandes zebras no UFC envolvendo brasileiros.


UFC 162

Chris Weidman derrota Anderson Silva

O Americano Chris Weidman tinha menos lutas em seu cartel do que Anderson Silva tinha de defesas de cinturão nos médios. Ninguém acreditava de verdade que o “the all american” pudesse triturar a hegemonia do Spider com aquele cruzado de esquerda poderoso em julho de 2013. O próprio árbitro da partida, Herb Dean, disse à época ter pensado que Spider ainda estava brincando quando foi ao chão. Não! Uma lenda havia caído e Weidman se tornaria a maior sina dos brasileiros do UFC.


UFC 129

Lyoto Machida derrota Randy Couture

Depois de perder o cinturão para Shogun, Machida estava em baixa no UFC. Poucos apostavam em triunfo contra Randy Couture, lenda viva do MMA e campeão em duas categorias diferentes no UFC. O confronto marcaria a despedida de Couture do octógono e todo o clima era favorável ao americano. Mas um chute fulminante e plasticamente belo – foi eleito o segundo melhor nocaute da história do UFC – escreveria a história de uma maneira diferente do que fora imaginado. O dragão ressurgira mais uma vez e Couture se resignou como coadjuvante de Sylvester Stallone na franquia “Os mercenários”.

UFC 156

Antonio Pezão derrota Alistair Overeem

O UFC estava doido para colocar o popular holandês para disputar o cinturão dos pesados. A luta com Pezão tinha como finalidade habilitar Overeem para uma disputa contra Cain Velasquez, para quem o brasileiro já havia perdido. Contudo, o que aconteceu em Las Vegas naquele fevereiro de 2013 foi uma das viradas mais emocionantes da história do MMA. O holandês golpeou brutalmente Pezão nos dois primeiros assaltos. Era difícil crer que Pezão fosse capaz de qualquer coisa. Pezão, talvez movido pelas provocações que antecederam o combate, iniciou o 3º round avassalador e nocauteou, de maneira tão surpreendente quanto empolgante, Overeem em pé. O gigante holandês só pôde ir ao chão depois da interrupção da luta.

UFC 173

TJ Dillashaw derrota Renan Barão

Seguramente a maior zebra de 2014, a derrota de Barão para Dillashaw no UFC 173 foi ainda mais impactante do que a que aconteceu na última semana na revanche desta fatídica zebra que interrompeu uma sequência de 30 vitórias no MMA do atleta potiguar. Até enfrentar Barão, o americano tinha apenas 11 lutas como profissional (nove vitórias e duas derrotas). O domínio de Dillashaw foi tão assombroso que o público parecia não acreditar que quem apanhava daquele jeito era o campeão dos galos. Outros cinturões mudaram de mãos em 2014, mas nenhum de maneira tão dramática e surpreendente.

UFC 128

Jon Jones derrota Mauricio Shogun

Shogun vinha de um nocaute arrasador sobre Lyoto Machida. A primeira defesa de cinturão, após uma cirurgia no joelho, seria contra Rashad Evans, mas uma lesão do desafiante promoveu a estrela em ascensão Jon Jones ao posto de postulante ao título. Aos 23 anos, o americano com base no wrestler aplicou uma surra memorável em Shogun. Nunca um campeão havia apanhado tanto e de maneira tão convincente como naquele março de 2011. A lesão pode ter pesado, mas Jones comprovaria em seus combates posteriores que não era uma simples brisa nos meio-pesados e reinou na categoria até o início deste ano, quando foi suspenso do evento por força de um processo criminal e sucessivos problemas com substâncias ilegais.

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