
A revanche veio em grande estilo. Onze anos após a derrota dramática para o New England Patriots, o Seattle Seahawks teve uma atuação dominante e venceu o Super Bowl LX por 29 a 13, na noite deste domingo (8), no Levi's Stadium, na Califórnia. O resultado garantiu o segundo título da franquia na história da NFL, repetindo o feito da temporada 2013 e coroando uma campanha marcada pela força defensiva.
Comandado por Mike Macdonald, Seattle encerrou a temporada regular com 14 vitórias, assegurou a liderança da Conferência Nacional e avançou direto aos playoffs. No mata-mata, superou San Francisco 49ers e Los Angeles Rams antes de chegar à final. No Super Bowl, a defesa confirmou o status de melhor da liga ao limitar o ataque dos Patriots durante praticamente toda a partida.
Como foi o jogo
O quarterback Drake Maye encontrou dificuldades desde o início. Pressionado constantemente, sofreu seis sacks e cometeu três turnovers, dois deles em fumbles. O ataque de New England só conseguiu ultrapassar o meio de campo uma vez nos três primeiros quartos, período em que os Seahawks abriram 19 a 0. Mesmo com reação tardia no último quarto, os Patriots não ameaçaram a vantagem construída.
No ataque, o grande nome da noite foi Kenneth Walker. O running back somou 135 jardas em 27 carregadas e foi eleito o MVP da partida, tornando-se o primeiro jogador da posição a receber o prêmio desde 1998. O kicker Jason Myers também teve papel decisivo ao converter cinco field goals, responsável por mais da metade dos pontos da equipe.
Outro destaque foi o quarterback Sam Darnold. Em sua quinta franquia na NFL, ele completou 19 passes para 202 jardas e um touchdown, tornando-se o primeiro jogador da posição a vencer seu primeiro Super Bowl nessa condição. Pelo lado dos Patriots, Maye teve seus melhores momentos apenas no quarto período, quando lançou dois passes para touchdown, já com o jogo controlado por Seattle.
Show de Bad Bunny irrita Donald Trump
Além do resultado em campo, o Super Bowl LX também ganhou destaque fora das quatro linhas por conta do show do intervalo. O cantor porto-riquenho Bad Bunny comandou a apresentação, marcada por referências à cultura latino-americana e pelo uso predominante do espanhol, em um dos eventos de maior audiência da televisão mundial.
Horas após o espetáculo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez críticas públicas à apresentação em suas redes sociais. Sem citar diretamente o artista, Trump classificou o show como “terrível” e afirmou que a atração não representaria os valores culturais do país. As declarações repercutiram amplamente nas redes e na imprensa norte-americana.
A participação de Bad Bunny já vinha gerando debates antes mesmo do evento. Conhecido por associar sua obra a temas sociais e à defesa da identidade porto-riquenha, o artista levou ao palco elementos do reggaeton e do trap latino, estilos fortemente ligados à cultura hispânica. O show ainda contou com participações de Lady GaGa e Ricky Martin, além de aparições de Pedro Pascal e Cardi B.
A apresentação ocorreu em um momento de tensão política nos Estados Unidos, marcado por protestos ligados à imigração e à atuação de agências federais.
