
Um lance bastante curioso, que não mudaria em nada a retórica do jogo, gerou dúvida e revolta no Maracanã, no sábado (8). O Flamengo já vencia o Sampaio Corrêa por 6 a 1, em duelo válido pelo Campeonato Carioca, até que teve um pênalti marcado para chegar ao sétimo gol. A cobrança foi inusitada e colocou em prática uma regra nova.
Já aos 40 da etapa final, Wallace Yan recebeu passe de Douglas Telles e foi parado com falta clara dentro da grande área. Bruno Henrique foi para bola e deslocou Zé Carlos, mas deu dois toques na finalização. Os adversários logo reclamaram muito, pedindo anulação do pênalti.
Árbitro manda voltar cobrança
Alex Gomes Stefano não demorou muito para receber sinalização do VAR da irregularidade — não precisou revisar por não ser interpretativo. Os jogadores do Sampaio já se preparavam para ter a bola, sem mais uma bola na rede sofrida. O árbitro, entretanto, os surpreendeu com a medida tomada.
Em vez de anular, ele mandou voltar a cobrança, o que gerou grande revolta por parte dos visitantes. Não à toa, o goleiro tomou cartão amarelo por reclamação, após o camisa 27 meter uma bomba na marca do cal para ampliar ainda mais o placar que já era elástico.
Nova regra para 2 toques no pênalti
Essa não esteve nem esteve perto de ser a primeira vez que um jogador deu dois toques na hora do pênalti. E durante toda história, os cobradores não tiveram mais uma oportunidade de tentar convertê-lo. Mas poucos sabem que a regra para esse tipo de situação mudou — recentemente.
Essa modificação foi definida pelo Conselho Internacional da Associação de Futebol (Ifab), em junho do ano passado. Vale ressaltar que a mesma só é válida se cobrança entrar no fundo das redes. Caso contrário nada muda.
O caso que gerou a mudança
A mudança do regulamento se deu após uma batida de pênalti para lá de polêmica, na eliminação do Atlético de Madrid para o Real Madrid, pelas oitavas de final da última edição da Champions League. Julián Álvarez escorregou ao finalizar e marcou. Mas o gol foi anulado, depois de revisão no VAR.
Os colchoneros reclamam até os dias atuais dessa sinalização da arbitragem, afirmando que não há imagens 100% conclusivas. E foi toda essa repercussão que fez com a regra fosse alterada pela Ifab.

