
Antes da final da Supercopa do Brasil, neste sábado (7), entre Palmeiras e Corinthians, na Arena Barueri, a presidente alviverde Leila Pereira foi questionada pela repórter e comentarista da Sportv, Renata Mendonça, sobre a ausência do time feminino no Allianz Parque. Na partida, o Palmeiras venceu o arquirrival por 5 a 4 nos pênaltis após empate em 1 a 1 e levantou o troféu.
A jornalista citou que atuar na casa do Palmeiras foi um pedido de Bia Zaneratto, recém-contratada pelo clube, e destacou que “o público não vai” para Barueri devido à falta de cultura. Em sua resposta, Leila Pereira citou a falta de receitas de direitos de transmissão do Grupo Globo — do qual o canal Sportv faz parte — como um dos problemas de falta de valorização do futebol feminino no Brasil.
Veja na íntegra a resposta de Leila Pereira à jornalista Renata Mendonça:
“Olha, Renata, eu não concordo. Eu acho que o torcedor do Palmeiras tem que ir aonde o Palmeiras está. E, aqui em Barueri, é um estádio que nós reformamos. Ele está espetacular. E aqui na região, eu acredito que tem muitos palmeirenses.
Eu acho que a questão de cultura não é essa valorização do futebol feminino. Isso parte com o investimento que nós estamos fazendo e a divulgação das emissoras. Eu preciso muito da parceria da Globo com investimento e maior visibilidade, melhores horários para o futebol feminino. Não colocar a gente às 20h30, 21h30 da noite. É complicado também.
Então, é um conjunto de ações. Não é só jogar no Allianz Parque. Não é. E lembrando que, no Allianz Parque, nós temos que pagar. Nós não temos este custo no masculino. No feminino, nós temos que pagar. E os valores são relevantes.
E a receita não é muito grande no futebol feminino em virtude da televisão. A gente não recebe das transmissões. A gente recebe em caso de título, mas é da CBF. Então, a gente precisa melhorar também essa parte financeira para que a gente possa colocar os jogos do Palmeiras no Allianz Parque.
Entendeu? Aí sim, a gente poderia começar a pensar, mas não é só questão financeira. É questão também que, às vezes, não é possível, em virtude do Allianz, ter compromisso de shows. Vocês viram também que, às vezes, o masculino tem que jogar aqui porque tem shows lá. Mas eu não acredito que não venham aqui por ser longe, não. Aqui na região, nós temos muito palmeirense.
É questão de cultura, nós trabalhando todos nós juntos. Os clubes, CBF e as televisões, eu acho que a gente consegue, daqui a pouco, encher os estádios para vender o futebol feminino.”
