Tite foi alvo de muitos protestos na derrota para o Coritiba
Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Tite foi alvo de muitos protestos na derrota para o Coritiba

Tite recém completou um mês à frente do Cruzeiro, na última quarta-feira (4). Ainda assim, já se encontra em situação complicada de sair dentro do clube: de muita insatisfação da torcida. Ele foi alvo de muitos protestos na derrota de 2 a 1 para o Coritiba, na quinta (5), no Mineirão, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.

Mirassol x Cruzeiro - 11/02
MirassolEmpateCruzeiro
2.45 3.10 3.00
2.85 2.77 2.95
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O futebol brasileiro já é reconhecido por ser uma "máquina de moer" técnicos, há algum tempo. Apesar de ainda ter pouco tempo na Toca da Raposa, o ex-comandante da Seleção — entre 2016 e 2022 — já se vê numa necessidade de se provar para os torcedores. Afinal, precisa reconquistar a confiança dos mesmos.

O Cabuloso teve uma atuação de opostos: no primeiro tempo só faltou ser mais letal para sair com a vitória parcial, enquanto no segundo não conseguiu encontrar soluções para furar a defesa adversária. Os pedidos de demissão do treinador e as vaias ao apito final, ambos etoados das arquibancadas, deram a tona de um resultado negativo inesperado, e que agrava a pressão em cima do elenco e, principalmente, comissão técnica.

Elenco fechado com Tite

Diante de um estádio dominado pela revolta, Fabrício Bruno criticou a falta de letalidade do time. O zagueiro afirma que, apesar do mau início de temporada, o ambiente é "o melhor possível", e saiu em defesa da continuidade de Tite: 

"Temos plena confiança no trabalho do professor. É claro que é uma metodologia diferente do que a vinhamos praticando no ano passado e, por mais que torcedor não tenha essa convicção, as coisas o futebol demandam tempo: para gente começar a pegar o jeito e começar a performar."

Números de Tite no Cruzeiro

  • Partidas: 9
  • Aproveitamento: 37% (3V - 0E - 5D)
  • Gols marcados: 11
  • Gols sofridos: 12

Conversa dura no vestiário

O momento, apesar de ainda precoce, pede instinto de urgência de todos os envolvidos com futebol do Cabuloso. E o vestiário do pós-jogo parece ter pegado fogo. Não à toa, os jogadores demoraram mais que o habitual para ir à zona mista, assim como Tite para coletiva.

No caminho dos jogadores para deixar o estádio, Kaio Jorge revelou que houve uma conversa dura depois do apito final. O comandante da Raposa confirmou a informação do atacante, e revelou que teve participação de diversos personagens fortes do clube — incluindo o presidente Pedrinho.

"Nós conversamos, sim. O Pedrinho conversou conosco. O Júnior conversou. O Bruno conversou com a gente. Eu conversei com os atletas. E dessa vez foi o Pedrinho. Tem certas coisas que elas são de vestiário. Nesta área sagrada e nós temos que saber absorver essas situações pela grandeza do clube e pela necessidade de desempenho e resultados", disse o técnico.

Pressão máxima no Mineiro

No que depender da torcida, a batata de Tite já está assando. E ela pode queimar de vez caso não consiga, ao menos, um bom resultado no Campeonato Mineiro. Neste momento, sua equipe não está classificada para semifinal do torneio.

Caso não queira chegar para última rodada da primeira fase em situação bastante complicada. O próximo desafio promete não ser nada fácil: vai enfrentar o América-MG no domingo (8), às 18h (de Brasília), no Mineirão.


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