
Nesta sexta-feira (6), as cidades italianas de Milão e Cortina d’Ampezzo celebrarão, oficialmente, a abertura dos 25º Jogos Olímpicos de Inverno, que se estenderão até o próximo dia 22. A delegação brasileira contará com 14 atletas brigando por medalhas, em cinco modalidades: bobsled, esqui alpino, esqui cross-country, skeleton e snowboard. Saiba quem são eles.
Esqui Alpino
O esporte que evidencia a agilidade dos esquiadores ao descer uma montanha nevada é a principal esperança de medalha para o Brasil. Filho de pai norueguês e mãe brasileira, Lucas Pinheiro Braathen compete pelo país desde 2024 e atualmente é o segundo colocado no ranking mundial da FIS (Federação Internacional de Esqui e Snowboard, na sigla em inglês) nas categorias slalom e slalom gigante.
Nas últimas nove etapas da Copa do Mundo ele terminou dentro do top-5 e faturou quatro pratas e um ouro. Ele competiu nas Olimpíadas de Inverno de Pequim-2022 pela Noruega, mas não completou nenhuma das provas.
Os três outros esquiadores são estreantes em Jogos Olímpicos, e também nunca participaram de Mundiais ou Copas do Mundo a nível profissional. Assim como Lucas, Christian Soevik nasceu na Noruega e tem mãe brasileira, escolhendo defender o Brasil a partir desta temporada. Giovanni Ongauro, nascido na cidade de Clusone, a cerca de 90 quilômetros de Milão, completa o trio da dupla nacionalidade no esqui alpino.
A exceção é a carioca Alice Padilha, que aos 18 anos é a caçula da delegação. Esta será a estreia de Alice em competições internacionais no circuito profissional, mas ela já participou dos Jogos da Juventude de 2024 — ao lado do irmão gêmeo, Arthur, que não conseguiu a classificação para Milão-Cortina.
Esqui Cross-country
A modalidade cross-country exige uma boa dose de resiliência dos atletas, já que há provas de até 50km. O Brasil terá três representantes: Eduarda Ribeira e Bruna Mota formam uma dupla, e Manex Silva competirá no individual masculino, priorizando as provas de velocidade.
A estreante em Jogos Olímpicos é Bruna, que se classificou para o torneio de Pequim, em 2022, mas sofreu um acidente de carro na véspera e precisou ser substituída — sua atual dupla ficou com a vaga.
Snowboard
Pat Burgener nasceu na Suíça e fará sua estreia pela seleção brasileira. Aos 31 anos, ele competirá na modalidade halfpipe e conta com uma extensa bagagem: oito medalhas em etapas de Copa do Mundo (uma de ouro), incluindo um bronze neste ano, já pelo Brasil. Seu melhor desempenho em Olimpíadas foi o quinto lugar em 2018.
Agustinho Teixeira nasceu no Uruguai, mas só defendeu a seleção brasileira. Prestes a completar 21 anos, esta será sua estreia nos Jogos. Ele tem como melhor resultado a 18ª colocação no Mundial de 2025, na modalidade halfpipe.
Skeleton
Outra esperança do pódio inédito para o Brasil é Nicole Silveira, de 31 anos, que competirá no skeleton, uma prova de velocidade sobre trenós. Ela competiu no bobsled até 2018, e apresentou uma grande evolução no último ciclo olímpico. Como resultado, faturou três medalhas de bronze em etapas da Copa do Mundo, entre 2024 e 2026, e o quarto lugar no Mundial em 2025. Atualmente, é a nona colocada no ranking da IBSF (Federação Internacional de Bobsled e Skeleton).
Bobsled
Único esporte coletivo com brasileiros na disputa, o bobsled — outra corrida sobre trenó, com modalidades de duplas e quartetos — tem a maior delegação. O Brasil disputará as duas provas, com cinco atletas convocados, sendo um deles escolhido como reserva na véspera do torneio. Dois são experts em Jogos Olímpicos: Edson Bindilatti tem 46 anos e está na seleção brasileira de bobsled há 25, participando da competição pela sexta vez.
Já Rafael Souza se prepara para competir pela terceira vez, e, juntos, fizeram parte do primeiro quarteto a terminar dentro do top-20, na última edição.
Entre os três novatos, Davidson de Souza, que é brasileiro de nascença, mas disputou competições pelo Canadá entre 2022 e 2033, está de volta à seleção. O carioca Luis Bacca é o integrante mais recente da equipe, e fará uma reestreia após ter sido convocado pela primeira vez em 2021. Já Gustavo Ferreira está de olho no futuro: após o fim da temporada, ele substituirá Edson na seleção.
- Onde assistir: A CazéTV transmite os Jogos Olímpicos de Inverno.
