
O futuro de Cristiano Ronaldo no futebol saudita entrou em um momento decisivo. Às vésperas de completar 41 anos, o atacante avalia deixar o Al-Nassr ao fim da temporada, em meio a um cenário de insatisfação esportiva e institucional.
Cristiano Ronaldo tem vínculo com o Al-Nassr até junho de 2027. O contrato prevê uma cláusula de rescisão de 50 milhões de euros, valor que pode ser acionado a partir do meio do ano. Portanto, junho é tratado como um ponto decisivo para saber se o português seguirá no país ou buscará um novo destino.
Possíveis destinos a partir de junho
Existem rumores na imprensa europeia de um possível retorno de CR7 ao Manchester United, mas, até o momento, não há negociações confirmadas. Até porque uma mudança neste momento pode impactar o rendimento do jogador na preparação para a Copa do Mundo.
Outra possibilidade veiculada, desta vez pela imprensa norte-americana, seria a ida de Cristiano Ronaldo para os Estados Unidos para fortalecer a MLS (Major League Soccer). Inclusive, surgiram notícias de um suposto interesse do Inter Miami, o que faria com que Messi e Cristiano Ronaldo jogassem juntos pela primeira vez.
Relação desgastada com o PIF
O principal foco do descontentamento de CR7 é o Fundo de Investimento Público (PIF, na sigla em inglês), fundo soberano que controla os principais clubes da Arábia Saudita. O jogador entende que o Al-Nassr recebeu menos respaldo esportivo do que rivais diretos, especialmente no mercado de transferências mais recente.
Mercado e comparação com rivais
Nos bastidores, a diferença de tratamento ficou mais evidente após movimentos envolvendo Karim Benzema, que deixou o Al-Ittihad e passou a atuar no Al-Hilal. Enquanto isso, o Al-Nassr teve apenas a chegada do meio-campista iraquiano Hayder Abdulkareem.
Ausências, “greve” e clima interno
Cristiano Ronaldo ficou fora da vitória sobre o Al-Riyadh e também deve desfalcar a equipe contra o Al-Ittihad nesta sexta (6). Apesar de ter treinado normalmente nos últimos dias, a ausência foi interpretada como um sinal claro de insatisfação. Dirigentes da liga saudita tentam costurar um retorno imediato, enquanto o gesto de protesto do jogador gerou surpresa no país.
A "greve" de CR7, por outro lado, atrapalha o craque na busca pelos 1000 gols. Cristiano Ronaldo tem 960 gols na carreira e quer atigir a marca histórica do milésimo.
Peso esportivo e reconhecimento
Capitão do time, Cristiano Ronaldo acredita que seu papel foi decisivo para a valorização e projeção internacional do futebol saudita. Além disso, aceitou ser embaixador da Copa do Mundo de 2034, compromisso que, na visão do jogador, reforça a expectativa por maior protagonismo do Al-Nassr dentro do projeto esportivo do país.
O que pode mudar o cenário
Cristiano Ronaldo condiciona sua permanência a mudanças claras na gestão do Al-Nassr, especialmente no fortalecimento da diretoria local e na garantia de que o clube terá autonomia esportiva na próxima janela.
