Diniz falou sobre a bronca que deu em Nuno Pereira
Reprodução / Vasco TV e Matheus Lima / Vasco
Diniz falou sobre a bronca que deu em Nuno Pereira

Após o empate de 0 a 0 do Vasco contra o Madureira, na noite desta segunda-feira (2), pela 5ª rodada do Carioca, em São Januário — em que Puma Rodríguez desperdiçou um pênalti —, o técnico Fernando Diniz falou sobre a forma com que chama a atenção de seus comandado. Na estreia do Brasileirão, derrota contra o Mirassol por 2 a 1, fora de casa, na última quinta-feira (29), o treinador foi flagrado pelas câmeras dando uma bronca no meia português Nuno Moreira.

Diniz costuma falar asperamente com seus atleta. No episódio mais conhecido deste tipo de comportamento, ele, à beira do campo, chamou Tchê Tchê de “ingrato” e “perninha” quando os dois estavam no São Paulo, em janeiro de 2021. Atualmente, o volante faz parte do Vasco e é novamente comandado por Diniz.

Veja a longa resposta de Diniz na íntegra:

“Eu tenho treinado há 16 anos. É a minha vida, eu joguei futebol para me preparar para ser técnico, eu costumo dizer isso. E eu sou o cara que me entrego completamente para ajudar o jogador desses. Então, da minha parte, não tem falta de respeito de maneira alguma. Tanto é que os jogadores que trabalham comigo, quase todos querem trabalhar de novo. E até aqueles que não trabalharam, quando eu ligo, tem vontade de trabalhar. A notícia verdadeira corre entre os jogadores. Os jogadores melhoram, quase que na sua maioria.”

“Depois eu vi o lance. Se eu pudesse ter notado a presença das câmeras e ter tido uma esperteza de perceber, talvez eu não tivesse feito. Esse foi o meu erro.  Mas o erro não foi das coisas que eu falei, como eu trato o jogador. A maneira que eu tenho de ajudar os jogadores, a cobrança que eu faço, é um dos pilares de eu conseguir ajudar os jogadores. E eles sabem disso.  É uma coisa amorosa.”

Vasco x Chapecoense - 4/2
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“É muito diferente das pessoas que fazem a crítica, que não tem interesse nenhum em ajudar o jogador. As pessoas querem criar uma situação, criar um monstro, uma mentira, porque é uma mentira. O que é respeitar o jogador? Respeitar o jogador um exemplo básico é o Rayan. Eu fiz a mesma coisa com o Rayan. Cobrar de uma maneira mais enérgica muitas vezes. Quando ganha, como foi o ponto de Fortaleza, não tem questionamento. As pessoas estão focadas no resultado do jogo. O meu foco não é no resultado do jogo, é fazer as coisas direito.”

“O Rayan, outro saiu daqui (vendido para o Bournemouth, da Inglaterra), eu estive no casamento dele. A mãe e o pai me encontraram. E a mãe chorando me disse: 'Eu agradeço, você mudou a vida da nossa família'. Esse é um dos pilares: a maneira como eu abordo o jogador. Eu não tenho receio, eu não tenho medo de abordar o jogador. E o jogador sabe que aquilo é para o bem dele. É um papel difícil, não é um papel para qualquer um.”

“Então, eu me exponho em favor do jogador. Eu não vou trocar uma crítica das pessoas, muitas vezes com malícia, com maldade. Eu recebi um carinho do Rayan, como do Brenner (recém-contratado pelo Vasco e ex-jogador de Diniz no São Paulo) quando chegou aqui e do Bruno Guimarães. E o meu temperamento é esse. Ele pode ajustar, pode melhorar. Repito, se eu tivesse percebido a presença da câmera ali eu teria segurado. Eu teria dado um jeito de não ser tão enérgico na cobrança, mas por conta das coisas de fora.”

“Internamente, a minha maneira de tratar o jogador, é aquilo e muita conversa, amorosidade. Eu sei da vida do jogador, eu sei do filho, eu sei da mulher, (eu sei como é que está, como é que não está. A vida do jogador é difícil. E a minha cobrança é para proteger, para trazer o cara a jogar mais. O respeito com o jogador eu tenho é no máximo de entrega. Eu trato jogadores como se fossem meu filho, eu cobraria do jeito que eu cobrei. Então, essa é o melhor que eu posso entregar para os jogadores.”

“Se você pegar o ano passado para cá, desses jogadores que vieram para cá, todos melhoraram. O Paulo Henrique em uns cinco meses foi na seleção, o Rayan valia 10 milhões e foi vendido por quase 40. O Andrés Gómez não jogava na França.  Quando jogava era cinco, dez minutos. Hoje é o jogador protagonista do Vasco, conhecido nacionalmente. O Barros estava na América-MG, jogando contra o Amazonas. Virou titular do Vasco. O Nuno (Moreira) fez 11 gols na temporada. E todos eles melhoraram. O Léo Jardim  sai mais do gol, melhorou com os pés.”

Situação no Carioca

Com o empate sem gols com o Madureira, o Vasco está na quarta colocação do Grupo A do Carioca. No domingo (8), o time de Diniz enfrenta o Botafogo pela última rodada da Taça Guanabara correndo o risco de não avançar à fase final da competição.


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